Catarina Alencastro
BRASÍLIA - A convenção nacional do PV, que lança nesta quinta-feira a candidatura de Marina Silva à Presidência, começou há pouco no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília. As estrelas do evento só discursarão na parte da tarde. A expectativa é que a presidenciável e seu vice, Guilherme Leal, só falem após as 15h. Mas o local já começa a receber um grande número de pessoas. Na entrada do centro de convenções, um enorme boneco de Marina e uma banda animam os militantes verdes.
Agora na parte da manhã está sendo apresentada a plataforma de governo de Marina, que tem como lema: "Juntos pelo Brasil que queremos". A ideia do PV é aprovar o plano hoje e deixá-lo sob consulta pública na internet, para receber sugestões. No texto, o partido reconhece os avanços que o país conquistou nos últimos anos, mas observa que muitos desequilíbrios foram criados.
" A falta de investimento estratégico em educação, inovação, infraestrutura e na conservação dos recursos naturais - que são a base fundamental de nossa prosperidade - compromete o nosso desenvolvimento. Tudo isso mostra que o processo em curso não é sustentável e não assegura um bom futuro para as próximas gerações", diz o documento.
Para acessar, na íntegra, o programa de governo de Marina Silva, acesse o site http://www.minhamarina.org.br/blog/
Fonte:O GLOBO
quinta-feira, 10 de junho de 2010
terça-feira, 8 de junho de 2010
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Para partidos, militância fará diferença nas eleições
WLADIMIR D'ANDRADE - Agência Estado
Durante meses os militantes políticos escutaram, debateram e levaram os anseios e as necessidades dos brasileiros das mais diferentes regiões para as cúpulas dos partidos. Daqui a cerca de um mês, esse movimento estará no sentido contrário: as legendas colocarão seus exércitos nas ruas para divulgar o nome e as propostas dos candidatos aos eleitores para tentar convencê-los de que seus indicados são os mais bem preparados para administrar o País. E é esse movimento, segundo avaliação dos próprios políticos, que poderá fazer a diferença nas urnas.
Os três partidos com candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto - PT, PSDB e PV - são unânimes em apontar o papel fundamental de suas militâncias. "Para ganhar uma eleição é preciso que pessoas façam campanha. E o militante é quem defende as ideias do partido e que faz essas ideias chegarem aos simpatizantes", afirma André Régis, cientista político e responsável pelo programa do PSDB para a formação de lideranças tucanas, o Comunicar.
A mesma opinião tem Marco Antonio Mroz, um dos coordenadores nacionais da campanha da pré-candidata Marina Silva, do PV. "É a única maneira de fazer a diferença. Seria impossível atingir os 12% das intenções de voto que temos hoje sem a nossa militância. Não temos estrutura para isso tudo, nem dinheiro e nem tempo de TV", afirma.
Já o secretário Nacional de Comunicação do PT e deputado federal, André Vargas (PR), vai além. Para ele, esse exército de defensores é o que "dá vida" a uma legenda política. "Nossa estratégia central é basicamente fazer a ideia correr, fazê-las serem transmitidas. E esse é justamente o papel da militância", explica.
Cada partido ao longo de sua história formou militâncias com características diferentes. Para o cientista político Rubens Figueiredo, o PT tem uma militância concentrada nos grandes centros urbanos, aguerrida e muito bem preparada para discutir as bandeiras do partido. Já a militância tucana, no seu entender, se concentra basicamente na classe média e adota um perfil mais light. O PV tem um quadro mais novo, do século 21, com um discurso sofisticado, avalia Figueiredo, complementando que às vezes esse perfil não condiz com as preocupações do eleitorado mais pobre.
O cientista político do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Roberto Romano aprofunda esse retrato. De acordo com ele, a militância do PT é formada por três grupos fundamentais: os católicos progressistas, que operam nas paróquias e ONGs locais; os militantes tradicionais de esquerda, trotskistas e marxistas e os dissidentes, que podem dar apoio à pré-candidata Dilma Rousseff apenas num eventual segundo turno. "São pessoas que têm relação com deputados, prefeitos e outros políticos, sem o compromisso ideológico", explica.
Romano afirma que o PSDB não é conhecido como um partido de militância, apesar de ter um total de filiados muito próximo ao número do PT - 1,31 milhão e 1,39 milhão, respectivamente, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). "É composta basicamente pela classe média escolada que não tem a forma agressiva de militância do PT. São mais contidos", afirma. Para ele, a atuação dos tucanos tende a se dirigir a formas mais sofisticadas de militância, como redes sociais e blogs.
Entre tucanos e petistas, esclarece Romano, se encontra o PV, com 273 mil filiados segundo o site do TSE. "É um partido com uma militância de tradição liberal que hoje tem uma posição neutra." Porém, alerta de que à medida que o partido cresce - e a filiação de Marina Silva dá um novo impulso - a legenda amplia sua visão ideológica. "Hoje o PV está muito atrelado à causa ambiental", diz.
Marra
A assessora Miriam Hermógenes, que trabalha com um vereador do PT, é uma assídua militante desta legenda. Ela conta que se formou militante "na marra", no fim da década de 90, ao integrar a União dos Movimentos de Moradia (UMM). Em 2000 acabou se filiando ao PT e, logo depois, foi convidada a participar de trabalhos dentro da legenda. Hoje sua função é justamente fazer a ponte entre as ações e ideias dos movimentos em todo o Estado com o partido, ou seja, a intermediação entre a legenda e a sociedade. Segundo ela, trabalha para que o partido assuma as bandeiras debatidas por esses movimentos.
Essa aproximação do militante com o eleitor e deste com o partido não acontece somente em período eleitoral. São inúmeros eventos durante o ano em que o militante é instigado a discutir e defender as ideias da sigla. São debates, palestras, manifestações, encontros em instituições, grupos de trabalho e as mais diversas discussões para a solução de problemas que estão visíveis ou ainda latentes nas diversas regiões do País.
Esses programas, aliás, tomam boa parte da rotina dos membros - filiados ou não - dos partidos. É o caso de Roberta Moreno, que está há quatro anos no PV. Apaixonada pelas suas atividades políticas, ela define sua atuação como uma "doação". "(As atividades) consomem tempo da minha vida e dinheiro, que gasto para ir aos eventos e manifestações, mas as pessoas precisam entender que a política é uma oportunidade para fazermos parte de uma mudança de toda a sociedade", diz.
Buscar dentro desse engajamento melhorias para a sociedade também é a bandeira de Aparecida Almeida, militante que faz parte dos quadros de fundação do PSDB. Cidinha, como é chamada, hoje organiza o Tucanos de Fogo, grupo que se reúne uma vez por mês para uma confraternização entre os militantes da sigla e para discutir propostas políticas e pensar soluções para os diversos problemas do País. "Política para benefício próprio não vira", destaca.
Virtual
Apesar da força da militância numa campanha, Rubens Figueiredo alerta de que a vitória de um candidato nas urnas não está vinculada exclusivamente a esse trabalho de campo. Hoje as chamadas mídias de massa - rádio e televisão - atingem muito mais pessoas e têm papel fundamental num pleito, sobretudo no vasto território brasileiro. Além disso, o fenômeno e popularização da internet abriu espaço para um outro tipo de militância: a virtual.
Segundo Figueiredo, para isso é necessário fazer a equação do custo/benefício. "O que me parece é que a mídia digital diminuiu o custo da militância. Hoje, é possível atingir muita gente com pouco custo pessoal, de tempo e dinheiro, por meio do marketing viral, dos sites e, principalmente, das redes sociais", diz.
Os partidos estão atentos a essa nova ferramenta, tanto que André Vargas, do PT, afirma que a militância na internet fará o grande diferencial nesta eleição. Só na web, ele estima que poderá contar com cerca de cem mil participantes. "Estamos cadastrando, buscando contatos e procurando os militantes nos diretórios para que eles possam trabalhar online, assim como já vêm militando offline, para o debate político e a interação com o eleitor", explica.
"O mundo da internet revalorizou o papel do militante. E é preciso preparar essa pessoa para que ela saiba postar conteúdo, discutir propostas e interagir com o eleitor", afirma o tucano André Regis. "A internet multiplica as ações e não temos como segurar", complementa Mroz, do PV.
Na avaliação de Roberto Romano, contudo, apesar da força dessas novas ferramentas, é importante destacar que o militante tradicional tem um poder muito grande junto ao eleitorado, pois ele é capaz de, no boca-a-boca, traduzir o discurso nacional para a realidade local.
Fonte:ESTADÃO
domingo, 6 de junho de 2010
Indemnização de CO2
A exposição dos problemas climáticos na mídia e os sinais do aquecimento global, ainda que discretos, levaram diversos entes políticos do planeta, cientistas, empresas, além de parte da sociedade civil, a se mobilizarem no intuito de implantarem medidas para a contenção do aquecimento global, por meio da estabilização da concentração dos gases de efeito estufa (GEE).
Neste cenário, as medidas de incentivo para o desenvolvimento de práticas ambientalmente responsáveis não só aumentaram como a sociedade (nacional e internacional) passou a cobrar, tanto dos entes públicos como dos privados, o efetivo desenvolvimento de projetos e de práticas que contribuam, especialmente, com a redução de GEEs.
Para minimizar este impacto, diversas normas, entidades e organizações surgiram, criando bases confiáveis de informações e estabelecendo parâmetros mundiais para a resolução de problemas relacionados ao tema. Exemplos delas são o GHG Protocol, a série de normas ISO 14064 e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC – United Nations Framework Convention on Climate Change).
Diversas mobilizações têm sido realizadas em todo o globo terrestre à procura de soluções ecoeficientes visando a desaceleração do Aquecimento Global. Dentre essas destacamos a Indemnização de CO2.
A Indemnização de CO2 é uma forma voluntária de compensar as emissões dos gases de efeito estufa produzidas por Ações Antrópicas. Idemnizar CO2 significa capturar da atmosfera CO2 acumulado que interfere no Aquecimento Global.
As árvores, durante seu crescimento, aproximadamente 20 anos, absorvem carbono da atmosfera através do processo de fotossíntese, fixando este carbono em suas biomassas.
A capacidade de estocagem de carbono nas árvores (incluindo raiz, solo e vegetação rasteira) varia significativamente de espécie para espécie, de acordo com o porte de cada tipo. Quanto maior for a espécie, maior será sua capacidade de armazenar carbono. No caso da Mata Atlântica, por exemplo, os cálculos de referência estimam uma capacidade média de 200 kg de gás carbônico por árvore, a partir da média de aproximadamente 70 espécies diferentes, como ipê, acácia, angico, embaúba e araucária.
A quantidade de CO2 emitida pelos combustíveis também varia em função do tipo e depende, basicamente, da quantidade de carbono presente em cada litro - quanto mais "pesado" for o combustível, mais carbono ele contém e, portanto, mais CO2 será emitido na sua queima. Desta forma, a quantidade de litros a ser compensada por cada árvore depende de todos estes fatores. Pela metodologia do IPCC para cálculos utiliza-se, a média de absorção por árvore de 180kg de CO2. Portanto, para a compensação das emissões de CO2 e realizado o plantio de árvores.
Fisico MsC. Jorge Soares de Almeida
Auditor, Consultor do IMEQ/INEMTRO – MT
Consultor do SEBRAE – MT em Compensação de CO2
Diretor Presidente - ECO – Assessoria e Consultoria Ambiental
DIA 05 DE JUNHO -DIA DO MEIO AMBIENTE
Segundo a Bióloga Glauce Viana
O dia mundial do meio ambiente serve também de reflexão que não se limita somente a ecologia, mas as questões humanas, sociais e políticas, bem como: desemprego, abuso de crianças, fome, falta de saúde e outras questões que também são questões ambientais.
sábado, 5 de junho de 2010
DIA 05 DE JUNHO -DIA DO MEIO AMBIENTE
Biologa Glauce Viana da UFMT plantando uma muda
de Ipê na Praça Ulisses Guimarães
Adv. e BiologaValquíria plantando uma muda de Ipê.Psicopedagoga Nilza Martins e Adv. Lucélio Costa
Fisico MsC. Jorge Soares de Almeida e Adv. Lúcelio Costa
Fisico MsC. Jorge Soares de Almeida
Nilza ,Dr Dalci,Adv. e Biologa Valquíria,Dr. Francisco e Luci.
Biologo, Ecólogo,Ictiólogo Dr. Francisco de Arruda Machado
Biologo, Ecólogo,Ictiólogo Dr. Francisco de Arruda Machado
Adv. Lucélio Costa ,Nilza Martins, Márcia e Keila
Psicopedagoga Nilza Martins e Adv. Lucélio Costa.
Psicopedagoga Nilza Martins e Adv. Lucélio Costa.
Biologo, Ecólogo,Ictiólogo Dr. Francisco de Arruda Machado
Pré-Candidata a Deputada Estadual Lucilina,Nilza,Valquíria,
Pré-candidata a Deputada Estadual Márcia Cardoso e Keila.
e Zoologia da UFMT.
Biologo e Pré-candidato a Deputado Estadual João Gaiva
e Márcia Cardoso
Hoje, como um gesto simbólico, estamos realizando uma cerimônia de plantio de árvores aqui na Praça Ulisses Guimarães. O movimento para um compromisso mais profundo com a proteção ambiental através do plantio de árvores novas e de cuidar das existentes, está crescendo rapidamente em todo o mundo. As árvores e as florestas estão muito ligadas aos padrões climáticos e também à manutenção de um equilíbrio crucial na natureza. Sendo assim, todos nós temos como tarefa a proteção ambiental, pois ela é uma responsabilidade universal de todos nós. É extremamente importante para todas as pessoas não só ter um grande interesse pela causa da proteção ambiental, mas também para implementar este ideal em ações de plantio de novas árvores. Nesse sentido, estaremos fazendo um gesto importante para o mundo em demonstrar as nossas preocupações globais e, ao mesmo tempo, fazer a nossa própria pequena, mas significativa contribuição à causa.
Estiveram presentes nesse evento o Biologo Dr.Francisco Arruda Machado,o Físico MsC. Jorge Soares de Almeida, a Biologa Glauce Viana, a Adv.e Biologa Valquíria Carvalho Azevedo, o Adv.Lucélio Costa, o Biologo João Gaiva, a Psicopedagoga Nilza Martins, a Educadora Ambiental e Pré-candidata a Deputada Estadual Márcia Cardoso, a Pré-candidata a Deputada Estadual Lucilina da Silva, o Vereador do PV Hilton, o Secretário do Meio Ambiente Archimedes Pereira Lima Neto , a Presidente municipal do PV Mulher de Várzea Grande Márcia, a Vice-Presidente do PV Mulher de Várzea Grande Keila...
Forma homenageados : o Grupo de Ação e Recuperação de Recursos Ambientais, o Instituto Matogrossense de Direito e Educação Ambiental e a ONG GARRA, pelo excelente trabalho que vêm realizando em defesa do meio ambiente.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
DIA 05 DE JUNHO -DIA DO MEIO AMBIENTE
CONVITE
No dia 05 de junho, às 08:00 horas, nós do MOVIMENTO MATO GROSSO MAIS MULHERES, estaremos plantando árvores na praça Ulisses Guimarães com o propósito de neutralizar o gás carbono de nossa atmosfera, além de deixar nosso meio ambiente mais cheio de vida, elas proporcionam sombras e bem-estar. Além disso, você estará contribuindo para evitar o aquecimento global. ...
Venha plantar e cuidar, chame amigos, vizinhos e crianças!!!
MOVIMENTO MATO GROSSO MAIS MULHERES
Juntos, vamos fazer mais e melhor!
Relatório cita desafios para o Brasil alcançar Objetivos de Desenvolvimento do Milênio
Sexta, 04 de Junho de 2010
Em seminário no Rio de Janeiro, no último dia 01/06, o governo brasileiro apresentou o “4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Foi destacada a redução dos índices de mortalidade materna – que ocorre até 42 dias após o término da gravidez, atribuídos a causas ligadas à gravidez, ao parto e ao puerpério, em relação ao total de nascidos vivos. No início da década eram registradas 140 mortes maternas para cada 100 mil nascidos vivos. Atualmente, o número caiu para 75, mas a meta para os próximos cinco anos é reduzir a proporção para 35.
Outro desafio para o Brasil cumprir as Metas do Milênio até 2015 é a ascensão das mulheres a cargos no alto escalão do governo e de empresas privadas. Segundo o documento, “tanto no Congresso Nacional como nos postos eletivos subnacionais e em cargos do Executivo e Judiciário, evidencia-se a perseverante ausência das mulheres. A política formal ainda é um campo eminentemente masculino no Brasil e a alteração desse quadro é um grande desafio para o Estado”.
Sobre os motivos para esta subrrepresentação, são citadas as dificuldades femininas para lançar candidaturas, para se colocar nos espaços partidários, os limites que a menor presença e os estereótipos de gênero impõem à própria atuação das mulheres parlamentares, a reprodução desses estereótipos pela mídia e as formas como o binômio público-privado e a divisão sexual do trabalho influenciam e a legislação de cotas que até recentemente foi muito pouco efetiva, pois não determinava a obrigatoriedade do cumprimento das cotas e nem sanção em caso de não cumprimento.
O relatório cita o avanço da minirreforma eleitoral, que garante o preenchimento obrigatório das cotas de candidatos por sexo, um mínimo de 30% e um máximo de 70% para ambos os sexos, a reserva de parte de recursos do Fundo Partidário para programas de promoção e difusão da participação política das mulheres e a reserva de tempo da propaganda partidária gratuita para promover e difundir a participação política feminina. “São passos que podem se mostrar importantes em direção ao aumento da participação das mulheres na política”.
No que diz respeito à presença de mulheres em cargos de confiança no Poder Executivo Federal, o documento do Ipea indica que, quanto maior o cargo, menor a possibilidade de ser ocupado por uma mulher. “Em outubro de 1999, elas eram somente 13% dos DAS 6 – o mais alto cargo na hierarquia do Executivo Federal, abaixo apenas dos de ministros de Estado. Dez anos depois, alcançam tão somente 20% desses cargos. No total de cargos, em relação a 1999 percebe-se uma relativa melhora. As mulheres passam de 41% para 43% dos DAS, mas o aumento é mais significativo nos cargos mais altos. Contudo, especialmente tendo em vista a grande presen edil;a de mulheres no setor público, não é aceitável que as posições mais privilegiadas ainda sejam majoritariamente ocupadas por homens. Não há ainda, no Poder Executivo, qualquer medida com vistas a reverter este quadro”.
No Poder Judiciário, a situação não é muito diferente. Em 2009, dos 80 cargos de ministros de tribunais superiores, somente 14 eram ocupados por mulheres. O Supremo Tribunal Federal, a mais alta instância do Poder Judiciário, nomeou uma ministra pela primeira vez apenas em 2000, a ministra Ellen Gracie, e mais recentemente mais uma mulher, a ministra Carmem Lúcia, um número pequeno considerando a grande presença de mulheres nas carreiras jurídicas. “Com isso, é possível perceber que ainda há em nossa sociedade muitos espaços a serem alcançados em definitivo pelas mulheres. Em geral, são espaços de poder, prestígio e valor social ainda majoritariamente ocupados por homens. As mulheres são relacionadas ao espaço privado e às atribuições ligadas à reprodução da família, enquanto dos homens se espera muito mais frequentemente a atuação nos espaços públicos”.
A campanha mais mulheres no poder é citada como uma das principais iniciativas do governo federal para alcançar o Objetivo 3 das Metas de Desenvolvimento do Milênio: Promover a Igualdade entre os Sexos e a Autonomia das Mulheres.
Confira - Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – Relatório Anual de Acompanhamento
Fonte: Site www.maismulheresnopoderbrasil.com.br
Em seminário no Rio de Janeiro, no último dia 01/06, o governo brasileiro apresentou o “4º Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Foi destacada a redução dos índices de mortalidade materna – que ocorre até 42 dias após o término da gravidez, atribuídos a causas ligadas à gravidez, ao parto e ao puerpério, em relação ao total de nascidos vivos. No início da década eram registradas 140 mortes maternas para cada 100 mil nascidos vivos. Atualmente, o número caiu para 75, mas a meta para os próximos cinco anos é reduzir a proporção para 35.
Outro desafio para o Brasil cumprir as Metas do Milênio até 2015 é a ascensão das mulheres a cargos no alto escalão do governo e de empresas privadas. Segundo o documento, “tanto no Congresso Nacional como nos postos eletivos subnacionais e em cargos do Executivo e Judiciário, evidencia-se a perseverante ausência das mulheres. A política formal ainda é um campo eminentemente masculino no Brasil e a alteração desse quadro é um grande desafio para o Estado”.
Sobre os motivos para esta subrrepresentação, são citadas as dificuldades femininas para lançar candidaturas, para se colocar nos espaços partidários, os limites que a menor presença e os estereótipos de gênero impõem à própria atuação das mulheres parlamentares, a reprodução desses estereótipos pela mídia e as formas como o binômio público-privado e a divisão sexual do trabalho influenciam e a legislação de cotas que até recentemente foi muito pouco efetiva, pois não determinava a obrigatoriedade do cumprimento das cotas e nem sanção em caso de não cumprimento.
O relatório cita o avanço da minirreforma eleitoral, que garante o preenchimento obrigatório das cotas de candidatos por sexo, um mínimo de 30% e um máximo de 70% para ambos os sexos, a reserva de parte de recursos do Fundo Partidário para programas de promoção e difusão da participação política das mulheres e a reserva de tempo da propaganda partidária gratuita para promover e difundir a participação política feminina. “São passos que podem se mostrar importantes em direção ao aumento da participação das mulheres na política”.
No que diz respeito à presença de mulheres em cargos de confiança no Poder Executivo Federal, o documento do Ipea indica que, quanto maior o cargo, menor a possibilidade de ser ocupado por uma mulher. “Em outubro de 1999, elas eram somente 13% dos DAS 6 – o mais alto cargo na hierarquia do Executivo Federal, abaixo apenas dos de ministros de Estado. Dez anos depois, alcançam tão somente 20% desses cargos. No total de cargos, em relação a 1999 percebe-se uma relativa melhora. As mulheres passam de 41% para 43% dos DAS, mas o aumento é mais significativo nos cargos mais altos. Contudo, especialmente tendo em vista a grande presen edil;a de mulheres no setor público, não é aceitável que as posições mais privilegiadas ainda sejam majoritariamente ocupadas por homens. Não há ainda, no Poder Executivo, qualquer medida com vistas a reverter este quadro”.
No Poder Judiciário, a situação não é muito diferente. Em 2009, dos 80 cargos de ministros de tribunais superiores, somente 14 eram ocupados por mulheres. O Supremo Tribunal Federal, a mais alta instância do Poder Judiciário, nomeou uma ministra pela primeira vez apenas em 2000, a ministra Ellen Gracie, e mais recentemente mais uma mulher, a ministra Carmem Lúcia, um número pequeno considerando a grande presença de mulheres nas carreiras jurídicas. “Com isso, é possível perceber que ainda há em nossa sociedade muitos espaços a serem alcançados em definitivo pelas mulheres. Em geral, são espaços de poder, prestígio e valor social ainda majoritariamente ocupados por homens. As mulheres são relacionadas ao espaço privado e às atribuições ligadas à reprodução da família, enquanto dos homens se espera muito mais frequentemente a atuação nos espaços públicos”.
A campanha mais mulheres no poder é citada como uma das principais iniciativas do governo federal para alcançar o Objetivo 3 das Metas de Desenvolvimento do Milênio: Promover a Igualdade entre os Sexos e a Autonomia das Mulheres.
Confira - Objetivos de Desenvolvimento do Milênio – Relatório Anual de Acompanhamento
Fonte: Site www.maismulheresnopoderbrasil.com.br
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Marina Silva: A filha da floresta
ANA FLOR
DE SÃO PAULO
Em maio de 2008, um grupo de ambientalistas distribuiu, na cerimônia de abertura da 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, um adesivo verde-amarelo com os dizeres "Marina Silva Presidente".
O intuito daqueles simpatizantes da então ministra do Meio Ambiente era pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participaria do ato, a considerar o nome de sua colaboradora para sucedê-lo.
A tentativa falhou. Lula soube da manobra e preferiu não ir ao evento. Seis dias depois, Marina deixava o governo --e dava o primeiro passo para lançar, por outros caminhos, a candidatura proposta pelo adesivo. A então ministra Dilma Rousseff, com quem acumulara divergências no governo, já era àquela altura a preferida de Lula.
08.dez.1989/Folhapress
Marina Silva em 89, então vereadora do PT em Rio Branco, no Acre
Numa trajetória incomum, que faz lembrar a do próprio Lula, Maria Osmarina Silva saiu dos seringais do Acre, onde viveu até os 16 anos, ainda analfabeta, para ganhar reconhecimento internacional na defesa do
ambiente, tornar-se ministra e postular à Presidência.
"Marina sempre foi a mais desembaraçada", lembra o pai, Pedro, 82, orgulhoso da "coragem dela de enfrentar essa barra" --a disputa eleitoral. Quando a filha tinha menos de cinco anos, ele caminhou 22 horas em um dia para buscar as "45 injeções" que a curaram de uma leishmaniose.
Marina, 52, nasceu em um dia chuvoso do inverno acriano, em fevereiro de 1958. Foi a avó Júlia quem fez o parto na localidade de Breu Velho, no seringal Bagaço, distante 70 quilômetros de Rio Branco. Era a segunda filha do cearense Pedro Augusto da Silva, que migrou na tentativa de ganhar a vida com a extração de látex. Lá, casou com Maria Augusta.
Enquanto o pai trabalhava nos seringais e a mãe, na roça de subsistência, o cuidado dos oito filhos ---foram 11 ao todo, mas três morreram ainda bebês-- ficava a cargo da avó.
Floresta e religião
A menina Marina encantava-se com as lendas e os segredos da floresta contados pelo tio Pedro Mendes, uma espécie de xamã, que conviveu dos 12 aos 30 anos com índios do Alto Rio Madeira antes de ir para o Acre ao encontro da família. "Ele tinha o saber católico, mas tudo era adaptado ao mundo do xamanismo", conta Marina.
Se vieram do tio o amor pela floresta e o respeito à cultura indígena, foi da avó Júlia, com quem viveu dos 5 aos 14 anos, que herdou o fervor religioso. Ela doutrinava a neta com passagens retiradas de uma inseparável Bíblia em papel cuchê com reproduções dos afrescos pintados por Michelangelo na Capela Sistina.
20.out.1994/Folhapress
Marina Silva, senadora eleita pelo PT do Acre, posa para foto em 1994
"Eu aprendi a falar fazendo minhas orações com minha vó", lembra Marina, que também sempre anda em companhia de sua Bíblia.
Aos 14 anos, depois de perder a mãe e ver a irmã mais velha se casar, a adolescente acabou assumindo o papel de chefe da casa, enquanto o pai passava o dia trabalhando no seringal. "Eu ia e voltava da cidade com meus irmãos", lembra ela, que os levava na tentativa de curar doenças como malária e meningite. Muitas vezes, precisava caminhar 11 horas com um irmão no colo para chegar às margens do rio Acre e pegar um barco para Rio Branco.
Marina se emociona ao lembrar de quando precisou mentir a um taxista para que ele aceitasse levar no carro a irmã Dóia, com meningite, ao hospital. Afirmou que era malária.
"Fomos abraçadas no banco de trás até Rio Branco. A febre era muito alta e ela vomitava, fiquei com a roupa molhada e toda suja de vômito", conta. "Eu tinha uma convicção muito grande de que devia ir até as últimas consequências, tinha fé em Deus de que aquela doença não pegaria em mim", lembra. Dóia ficou mais de um mês internada e sobreviveu.
Ainda criança, Marina encantou-se pela cidade. Foi em Rio Branco que viu pela primeira vez uma árvore de Natal. Fora à cidade para tentar curar o que hoje acredita ter sido uma intoxicação originada do tratamento da malária. De volta ao seringal, só falava nas luzes e bolas coloridas.
Aos 16 anos, já estava decidida a se mudar para a capital. Queria cuidar da saúde, estudar e seguir o que acreditava ser sua vocação --tornar-se freira.
Àquela altura, a jovem que aprendera as quatro operações da matemática em uma noite para não ser enganada pelos compradores de látex ainda não sabia ler e escrever. Foi morar em Rio Branco, na Casa Madre Elisa, um pré-noviciado. Limpava a cozinha e cuidava da horta. Estudava no Instituto Imaculada Conceição.
17.set.2002/Folhapress
Nas eleições presidenciais de 2002, Marina fala sobre o programa de Lula
A colega Maria Auxiliadora Ribeiro, a Dôra, lembra que Marina vestia saias longas, cores escuras, e dificilmente mostrava os ombros. "Não foi coisa do colégio de freiras. A gente usava vestido curto. Ela, nunca. E jamais soltava o cabelo."
Em quatro anos, Marina foi do analfabetismo ao vestibular, passando por um curso supletivo. O sonho de ser noviça durou dois anos e oito meses. Ela se digladiava com a polêmica entre freiras conservadoras e progressistas.
As primeiras tachavam de comunista quem era ligado às Cebs (Comunidades Eclesiais de Base), incluindo o bispo e o sindicalista Chico Mendes. "Aquilo me incomodava porque sabia que o que o bispo comunista e o Chico Mendes comunista faziam era defender os seringueiros e os índios", diz.
Fome
O discurso da igualdade exercia forte atração sobre ela, que conheceu a fome de perto. Quando o pai certa vez decidiu tentar a sorte em Manaus e, depois, em Belém, a família enfrentou muitas dificuldades. Marina lembra de uma noite de Natal em que havia apenas farinha e um ovo na casa. Só os mais novos comeram.
Ela conheceu Chico Mendes em um curso da ala progressista da Igreja Católica, em 1976. Começaram a ter contato e ele a apresentou a leituras clandestinas sobre direitos dos trabalhadores. "Eu entrei em conflito e saí do convento", conta ela.
A convivência com Chico a levou ao PRC (Partido Revolucionário Comunista), grupo semiclandestino que fazia oposição aos militares. Ali, conheceu José Genoino, também do PRC, em uma das muitas viagens dele ao Acre. "Ela era tímida, contida, ainda não se destacava muito", relembra o deputado petista.
10.dez.2002/Folhapress
A senadora Marina Silva (PT) quando aceitou ser ministra do Meio Ambiente
Sua primeira passagem pela capital paulista ocorreu por intermédio de dom Moacyr Grechi. Internada em Rio Branco por causa de uma hepatite, ela ouviu o médico desenganá-la.
Saiu do hospital e foi ao bispo pedir ajuda. Ele prometeu que, se ela conseguisse dinheiro para a passagem, cuidaria do tratamento em São Paulo. A família vendeu alguns animais e Marina foi encaminhada para o Hospital São Camilo.
Ao voltar a Rio Branco, entrou no curso de história da Universidade Federal do Acre. A ex-colega Bernardete Carioca da Silva, hoje diretora de escola, lembra das greves que faziam para melhorar a comida do restaurante universitário.
"Nós éramos todos matutos. Mas ela sabia o que queria e, se preciso, subia no banco para discursar." Entre os colegas de faculdade, a fragilidade física rendeu a Marina o apelido de "Maria doentinha".
O envolvimento político fez naufragar a união com o primeiro marido, Raimundo Souza, com quem havia casado pouco depois de sair do convento --com ele, teve dois filhos, Shalon, que é psicóloga, e Danilo, publicitário.
O casamento se desfez na época em que Marina ajudou Chico Mendes a fundar a CUT (Central Única dos Trabalhadores), em 1984. Comandava sindicalistas durante greves e enfrentamentos que renderam a ela a inimizade dos patrões.
As denúncias de destruição da Amazônia que Chico levava ao exterior deixaram o grupo numa situação difícil no Acre.
As críticas não eram muito diferentes das que ouviu como ministra, algumas vezes do próprio presidente Lula. Certa vez ele sugeriu que a área ambiental do governo se preocupava mais com a preservação de "bagrinhos" do que com a necessidade de construir hidrelétricas no rio Madeira.
mai.2003/Divulgação
Marina Silva em casa com os filhos no Dia das Mães em 2010
Em 1985, Marina entrou no PT. Sua estreia nas urnas aconteceu um ano depois, quando concorreu a deputada constituinte, enquanto Chico Mendes tentava chegar à Assembleia Legislativa do Acre. O partido não atingiu quociente para elegê-los, mas ela foi a quinta mais votada. "Ninguém achava que ela fosse se eleger, queríamos era puxar voto para o Chico. Mas ela foi a surpresa das eleições", lembra o amigo e ex-governador Jorge Viana.
A ascensão meteórica fez dela a primeira vereadora de esquerda de Rio Branco, em 1988.
Dois anos depois, foi a deputada estadual mais votada. Em 1991, novamente se afastou para tratar da saúde. Viajou a São Paulo, onde contou com o apoio de Genoino e Lula.
Passou cerca de um ano na casa da sogra em Santos, no litoral paulista. A essa altura, já casada com o atual marido, Fábio Vaz de Lima, estava grávida de Mayara, filha mais nova da união -também tivera Moara.
Precisou esperar o nascimento para começar a se tratar.
A sensação, diz ela, era a de quem chupasse moedas. A contaminação por metais pesados era a fatura que pagava pelos tratamentos de leishmaniose, três hepatites e cinco malárias.
Aos 36 anos, em 1994, foi eleita a mais jovem senadora da República. Em seu primeiro mandato, concentrou a atuação em temas ambientais e indígenas. Mesmo na oposição, mantinha boa relação com o então presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. Tanto que, mais tarde, ao assumir a pasta ambiental, avisou que não iria "desconsiderar" avanços e experiências do antecessor.
Retorno à fé
Sua saúde voltou a piorar.
Voltou a São Paulo, foi ao Chile e aos Estados Unidos em busca de tratamento. O sofrimento acabou levando-a de volta à religião. "Fiz um acerto de contas comigo mesma e retomei a minha fé", diz ela. Mais tarde, trocou o catolicismo pela Assembleia de Deus, na qual foi batizada em 1997. Marina diz que a mudança foi fruto de "um toque do espírito".
Para ela, a fé a ajudou a superar os problemas de saúde. Hoje, Marina segue uma estrita dieta, que exclui carne vermelha, laticínios e até café. Tem alergia a pó, carpetes e cheiro de tinta. Faz jejum pela manhã, quando reserva um momento para as leituras bíblicas.
A convicção religiosa já lhe rendeu a pecha de intransigente por ser contra pesquisas com células-tronco provindas de embriões e contra a descriminalização do aborto.
Curiosamente, alia a fé ao interesse por psicanálise -fez pós-graduação na área. Considera Freud "um dos monstros sagrados do pensamento ocidental". Para ela, religião e psicanálise têm "pontos de contato". "Não acho que essa visão possa desconstruir a fé, nem acho que a fé deva ter a pretensão de querer desconstruí-la."
Em 2002, com a eleição do amigo Lula, Marina, novamente senadora, era o nome natural para a pasta do Meio Ambiente.
Um manifesto de apoio foi subscrito por 160 ONGs da área e entregue ao presidente eleito.
Seu nome foi anunciado por Lula em Washington.
Quando estava no ministério, seu marido assumiu como assessor no gabinete do suplente no Senado, Sibá Machado.
Problemas no governo
De um começo pomposo na pasta, seu primeiro cargo executivo, Marina viu seu poder minguar nos cinco anos e meio que se seguiram. O primeiro embate que quase a fez deixar o ministério foi a decisão do governo de liberar o plantio de transgênicos. Radicalmente contra, chorou em público.
Depois vieram a transposição do rio São Francisco e as hidrelétricas. O discurso que pregava à exaustão, o da "transversalidade nas ações do governo", parecia não funcionar.
26.ago.2005/AP
Marina Silva enfrentou embates no governo, como os transgênicos e usinas hidrelétricas
Cultivou opositores internos e sofreu boicotes. Para os críticos, sempre que tinha um embate no governo, ela se refugiava no "mito Marina". Usava o capital adquirido com o amigo Lula para tentar vencer as batalhas internas. Não funcionou.
Ela também foi criticada por dar excessiva atenção a questões amazônicas e não dimensionar corretamente, no primeiro ano, a importância de uma reestruturação do licenciamento ambiental. Marina rebate -e cita o próprio Lula.
"Eu aprendi com ele que, quando você tem cinco telhas numa casa, você coloca no quarto das crianças. Naquele momento, o que estava sendo colocado como um desafio era diminuir o desmatamento."
A diminuição nos índices de desmatamento foi sua principal vitória. Segundo Marina, somente ela, vinda da floresta, poderia mexer nas questões amazônicas. "Duvido muito que alguém tivesse estatura pra propor acabar com a Secretaria da Amazônia, que era um ministério dentro do ministério.
Eu a descriei e propus que a Amazônia fosse uma política transversal", diz em seu discurso característico.
Com Lula reeleito, Marina quase não foi reconduzida. O amigo Jorge Viana chegou a ser convidado três vezes para substituí-la. Pressionada pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e a urgência de obras de infraestrutura, manteve suas posições e viu seu isolamento no governo aumentar.
Deixou a pasta sob o lamento das organizações ambientalistas. "Perco a cabeça mas não o juízo", disse à época.
"Meu sonho", diz ela, "era ver o governo apostar na visão de desenvolvimento sustentável como uma política transversal.
Mas não foi possível".
Do PT ao PV
Sua volta ao Senado deu início a um inevitável assédio de outros partidos e a novas costuras políticas. A decisão de sair do PT, depois de quase 30 anos, foi tomada em agosto de 2009.
Jorge Viana a resumiu como "um baita problema".
A filiação ao PV já estava engatilhada e foi formalizada dias depois de ela ter deixado o PT.
Marina crê que sua pré-candidatura pressionou as demais a dar mais ênfase à questão ambiental. "O tema passou a fazer parte da agenda política dos partidos, que anteriormente não o estavam colocando com esse nível de importância."
A pré-candidata do PV surpreendeu muitos ao encontrar alianças no meio empresarial -como seu provável vice, Guilherme Leal, da Natura- e formular um programa que também dá ênfase a questões como reforma tributária e do Estado.
Colaborou MARCOS AUGUSTO GONÇALVES, editor de Opinião
Publicado originalmente na Folha.com em 26 de maio de 2010.
DE SÃO PAULO
Em maio de 2008, um grupo de ambientalistas distribuiu, na cerimônia de abertura da 3ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, um adesivo verde-amarelo com os dizeres "Marina Silva Presidente".
O intuito daqueles simpatizantes da então ministra do Meio Ambiente era pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que participaria do ato, a considerar o nome de sua colaboradora para sucedê-lo.
A tentativa falhou. Lula soube da manobra e preferiu não ir ao evento. Seis dias depois, Marina deixava o governo --e dava o primeiro passo para lançar, por outros caminhos, a candidatura proposta pelo adesivo. A então ministra Dilma Rousseff, com quem acumulara divergências no governo, já era àquela altura a preferida de Lula.
08.dez.1989/Folhapress
Marina Silva em 89, então vereadora do PT em Rio Branco, no Acre
Numa trajetória incomum, que faz lembrar a do próprio Lula, Maria Osmarina Silva saiu dos seringais do Acre, onde viveu até os 16 anos, ainda analfabeta, para ganhar reconhecimento internacional na defesa do
ambiente, tornar-se ministra e postular à Presidência.
"Marina sempre foi a mais desembaraçada", lembra o pai, Pedro, 82, orgulhoso da "coragem dela de enfrentar essa barra" --a disputa eleitoral. Quando a filha tinha menos de cinco anos, ele caminhou 22 horas em um dia para buscar as "45 injeções" que a curaram de uma leishmaniose.
Marina, 52, nasceu em um dia chuvoso do inverno acriano, em fevereiro de 1958. Foi a avó Júlia quem fez o parto na localidade de Breu Velho, no seringal Bagaço, distante 70 quilômetros de Rio Branco. Era a segunda filha do cearense Pedro Augusto da Silva, que migrou na tentativa de ganhar a vida com a extração de látex. Lá, casou com Maria Augusta.
Enquanto o pai trabalhava nos seringais e a mãe, na roça de subsistência, o cuidado dos oito filhos ---foram 11 ao todo, mas três morreram ainda bebês-- ficava a cargo da avó.
Floresta e religião
A menina Marina encantava-se com as lendas e os segredos da floresta contados pelo tio Pedro Mendes, uma espécie de xamã, que conviveu dos 12 aos 30 anos com índios do Alto Rio Madeira antes de ir para o Acre ao encontro da família. "Ele tinha o saber católico, mas tudo era adaptado ao mundo do xamanismo", conta Marina.
Se vieram do tio o amor pela floresta e o respeito à cultura indígena, foi da avó Júlia, com quem viveu dos 5 aos 14 anos, que herdou o fervor religioso. Ela doutrinava a neta com passagens retiradas de uma inseparável Bíblia em papel cuchê com reproduções dos afrescos pintados por Michelangelo na Capela Sistina.
20.out.1994/Folhapress
Marina Silva, senadora eleita pelo PT do Acre, posa para foto em 1994
"Eu aprendi a falar fazendo minhas orações com minha vó", lembra Marina, que também sempre anda em companhia de sua Bíblia.
Aos 14 anos, depois de perder a mãe e ver a irmã mais velha se casar, a adolescente acabou assumindo o papel de chefe da casa, enquanto o pai passava o dia trabalhando no seringal. "Eu ia e voltava da cidade com meus irmãos", lembra ela, que os levava na tentativa de curar doenças como malária e meningite. Muitas vezes, precisava caminhar 11 horas com um irmão no colo para chegar às margens do rio Acre e pegar um barco para Rio Branco.
Marina se emociona ao lembrar de quando precisou mentir a um taxista para que ele aceitasse levar no carro a irmã Dóia, com meningite, ao hospital. Afirmou que era malária.
"Fomos abraçadas no banco de trás até Rio Branco. A febre era muito alta e ela vomitava, fiquei com a roupa molhada e toda suja de vômito", conta. "Eu tinha uma convicção muito grande de que devia ir até as últimas consequências, tinha fé em Deus de que aquela doença não pegaria em mim", lembra. Dóia ficou mais de um mês internada e sobreviveu.
Ainda criança, Marina encantou-se pela cidade. Foi em Rio Branco que viu pela primeira vez uma árvore de Natal. Fora à cidade para tentar curar o que hoje acredita ter sido uma intoxicação originada do tratamento da malária. De volta ao seringal, só falava nas luzes e bolas coloridas.
Aos 16 anos, já estava decidida a se mudar para a capital. Queria cuidar da saúde, estudar e seguir o que acreditava ser sua vocação --tornar-se freira.
Àquela altura, a jovem que aprendera as quatro operações da matemática em uma noite para não ser enganada pelos compradores de látex ainda não sabia ler e escrever. Foi morar em Rio Branco, na Casa Madre Elisa, um pré-noviciado. Limpava a cozinha e cuidava da horta. Estudava no Instituto Imaculada Conceição.
17.set.2002/Folhapress
Nas eleições presidenciais de 2002, Marina fala sobre o programa de Lula
A colega Maria Auxiliadora Ribeiro, a Dôra, lembra que Marina vestia saias longas, cores escuras, e dificilmente mostrava os ombros. "Não foi coisa do colégio de freiras. A gente usava vestido curto. Ela, nunca. E jamais soltava o cabelo."
Em quatro anos, Marina foi do analfabetismo ao vestibular, passando por um curso supletivo. O sonho de ser noviça durou dois anos e oito meses. Ela se digladiava com a polêmica entre freiras conservadoras e progressistas.
As primeiras tachavam de comunista quem era ligado às Cebs (Comunidades Eclesiais de Base), incluindo o bispo e o sindicalista Chico Mendes. "Aquilo me incomodava porque sabia que o que o bispo comunista e o Chico Mendes comunista faziam era defender os seringueiros e os índios", diz.
Fome
O discurso da igualdade exercia forte atração sobre ela, que conheceu a fome de perto. Quando o pai certa vez decidiu tentar a sorte em Manaus e, depois, em Belém, a família enfrentou muitas dificuldades. Marina lembra de uma noite de Natal em que havia apenas farinha e um ovo na casa. Só os mais novos comeram.
Ela conheceu Chico Mendes em um curso da ala progressista da Igreja Católica, em 1976. Começaram a ter contato e ele a apresentou a leituras clandestinas sobre direitos dos trabalhadores. "Eu entrei em conflito e saí do convento", conta ela.
A convivência com Chico a levou ao PRC (Partido Revolucionário Comunista), grupo semiclandestino que fazia oposição aos militares. Ali, conheceu José Genoino, também do PRC, em uma das muitas viagens dele ao Acre. "Ela era tímida, contida, ainda não se destacava muito", relembra o deputado petista.
10.dez.2002/Folhapress
A senadora Marina Silva (PT) quando aceitou ser ministra do Meio Ambiente
Sua primeira passagem pela capital paulista ocorreu por intermédio de dom Moacyr Grechi. Internada em Rio Branco por causa de uma hepatite, ela ouviu o médico desenganá-la.
Saiu do hospital e foi ao bispo pedir ajuda. Ele prometeu que, se ela conseguisse dinheiro para a passagem, cuidaria do tratamento em São Paulo. A família vendeu alguns animais e Marina foi encaminhada para o Hospital São Camilo.
Ao voltar a Rio Branco, entrou no curso de história da Universidade Federal do Acre. A ex-colega Bernardete Carioca da Silva, hoje diretora de escola, lembra das greves que faziam para melhorar a comida do restaurante universitário.
"Nós éramos todos matutos. Mas ela sabia o que queria e, se preciso, subia no banco para discursar." Entre os colegas de faculdade, a fragilidade física rendeu a Marina o apelido de "Maria doentinha".
O envolvimento político fez naufragar a união com o primeiro marido, Raimundo Souza, com quem havia casado pouco depois de sair do convento --com ele, teve dois filhos, Shalon, que é psicóloga, e Danilo, publicitário.
O casamento se desfez na época em que Marina ajudou Chico Mendes a fundar a CUT (Central Única dos Trabalhadores), em 1984. Comandava sindicalistas durante greves e enfrentamentos que renderam a ela a inimizade dos patrões.
As denúncias de destruição da Amazônia que Chico levava ao exterior deixaram o grupo numa situação difícil no Acre.
As críticas não eram muito diferentes das que ouviu como ministra, algumas vezes do próprio presidente Lula. Certa vez ele sugeriu que a área ambiental do governo se preocupava mais com a preservação de "bagrinhos" do que com a necessidade de construir hidrelétricas no rio Madeira.
mai.2003/Divulgação
Marina Silva em casa com os filhos no Dia das Mães em 2010
Em 1985, Marina entrou no PT. Sua estreia nas urnas aconteceu um ano depois, quando concorreu a deputada constituinte, enquanto Chico Mendes tentava chegar à Assembleia Legislativa do Acre. O partido não atingiu quociente para elegê-los, mas ela foi a quinta mais votada. "Ninguém achava que ela fosse se eleger, queríamos era puxar voto para o Chico. Mas ela foi a surpresa das eleições", lembra o amigo e ex-governador Jorge Viana.
A ascensão meteórica fez dela a primeira vereadora de esquerda de Rio Branco, em 1988.
Dois anos depois, foi a deputada estadual mais votada. Em 1991, novamente se afastou para tratar da saúde. Viajou a São Paulo, onde contou com o apoio de Genoino e Lula.
Passou cerca de um ano na casa da sogra em Santos, no litoral paulista. A essa altura, já casada com o atual marido, Fábio Vaz de Lima, estava grávida de Mayara, filha mais nova da união -também tivera Moara.
Precisou esperar o nascimento para começar a se tratar.
A sensação, diz ela, era a de quem chupasse moedas. A contaminação por metais pesados era a fatura que pagava pelos tratamentos de leishmaniose, três hepatites e cinco malárias.
Aos 36 anos, em 1994, foi eleita a mais jovem senadora da República. Em seu primeiro mandato, concentrou a atuação em temas ambientais e indígenas. Mesmo na oposição, mantinha boa relação com o então presidente tucano Fernando Henrique Cardoso. Tanto que, mais tarde, ao assumir a pasta ambiental, avisou que não iria "desconsiderar" avanços e experiências do antecessor.
Retorno à fé
Sua saúde voltou a piorar.
Voltou a São Paulo, foi ao Chile e aos Estados Unidos em busca de tratamento. O sofrimento acabou levando-a de volta à religião. "Fiz um acerto de contas comigo mesma e retomei a minha fé", diz ela. Mais tarde, trocou o catolicismo pela Assembleia de Deus, na qual foi batizada em 1997. Marina diz que a mudança foi fruto de "um toque do espírito".
Para ela, a fé a ajudou a superar os problemas de saúde. Hoje, Marina segue uma estrita dieta, que exclui carne vermelha, laticínios e até café. Tem alergia a pó, carpetes e cheiro de tinta. Faz jejum pela manhã, quando reserva um momento para as leituras bíblicas.
A convicção religiosa já lhe rendeu a pecha de intransigente por ser contra pesquisas com células-tronco provindas de embriões e contra a descriminalização do aborto.
Curiosamente, alia a fé ao interesse por psicanálise -fez pós-graduação na área. Considera Freud "um dos monstros sagrados do pensamento ocidental". Para ela, religião e psicanálise têm "pontos de contato". "Não acho que essa visão possa desconstruir a fé, nem acho que a fé deva ter a pretensão de querer desconstruí-la."
Em 2002, com a eleição do amigo Lula, Marina, novamente senadora, era o nome natural para a pasta do Meio Ambiente.
Um manifesto de apoio foi subscrito por 160 ONGs da área e entregue ao presidente eleito.
Seu nome foi anunciado por Lula em Washington.
Quando estava no ministério, seu marido assumiu como assessor no gabinete do suplente no Senado, Sibá Machado.
Problemas no governo
De um começo pomposo na pasta, seu primeiro cargo executivo, Marina viu seu poder minguar nos cinco anos e meio que se seguiram. O primeiro embate que quase a fez deixar o ministério foi a decisão do governo de liberar o plantio de transgênicos. Radicalmente contra, chorou em público.
Depois vieram a transposição do rio São Francisco e as hidrelétricas. O discurso que pregava à exaustão, o da "transversalidade nas ações do governo", parecia não funcionar.
26.ago.2005/AP
Marina Silva enfrentou embates no governo, como os transgênicos e usinas hidrelétricas
Cultivou opositores internos e sofreu boicotes. Para os críticos, sempre que tinha um embate no governo, ela se refugiava no "mito Marina". Usava o capital adquirido com o amigo Lula para tentar vencer as batalhas internas. Não funcionou.
Ela também foi criticada por dar excessiva atenção a questões amazônicas e não dimensionar corretamente, no primeiro ano, a importância de uma reestruturação do licenciamento ambiental. Marina rebate -e cita o próprio Lula.
"Eu aprendi com ele que, quando você tem cinco telhas numa casa, você coloca no quarto das crianças. Naquele momento, o que estava sendo colocado como um desafio era diminuir o desmatamento."
A diminuição nos índices de desmatamento foi sua principal vitória. Segundo Marina, somente ela, vinda da floresta, poderia mexer nas questões amazônicas. "Duvido muito que alguém tivesse estatura pra propor acabar com a Secretaria da Amazônia, que era um ministério dentro do ministério.
Eu a descriei e propus que a Amazônia fosse uma política transversal", diz em seu discurso característico.
Com Lula reeleito, Marina quase não foi reconduzida. O amigo Jorge Viana chegou a ser convidado três vezes para substituí-la. Pressionada pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e a urgência de obras de infraestrutura, manteve suas posições e viu seu isolamento no governo aumentar.
Deixou a pasta sob o lamento das organizações ambientalistas. "Perco a cabeça mas não o juízo", disse à época.
"Meu sonho", diz ela, "era ver o governo apostar na visão de desenvolvimento sustentável como uma política transversal.
Mas não foi possível".
Do PT ao PV
Sua volta ao Senado deu início a um inevitável assédio de outros partidos e a novas costuras políticas. A decisão de sair do PT, depois de quase 30 anos, foi tomada em agosto de 2009.
Jorge Viana a resumiu como "um baita problema".
A filiação ao PV já estava engatilhada e foi formalizada dias depois de ela ter deixado o PT.
Marina crê que sua pré-candidatura pressionou as demais a dar mais ênfase à questão ambiental. "O tema passou a fazer parte da agenda política dos partidos, que anteriormente não o estavam colocando com esse nível de importância."
A pré-candidata do PV surpreendeu muitos ao encontrar alianças no meio empresarial -como seu provável vice, Guilherme Leal, da Natura- e formular um programa que também dá ênfase a questões como reforma tributária e do Estado.
Colaborou MARCOS AUGUSTO GONÇALVES, editor de Opinião
Publicado originalmente na Folha.com em 26 de maio de 2010.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
DIA 05 DE JUNHO -DIA DO MEIO AMBIENTE

CONVITE
No dia 05 de junho, às 08:00 horas, nós do MOVIMENTO MATO GROSSO MAIS MULHERES, estaremos plantando árvores na praça Ulisses Guimarães com o propósito de neutralizar o gás carbono de nossa atmosfera, além de deixar nosso meio ambiente mais cheio de vida, elas proporcionam sombras e bem-estar. Além disso, você estará contribuindo para evitar o aquecimento global. ... Venha plantar e cuidar, chame amigos, vizinhos e crianças!!!
MOVIMENTO MATO GROSSO MAIS MULHERES
Juntos, vamos fazer mais e melhor!
Ministra do TSE nega pedido de multa contra Marina Silva
Pré-candidata é acusada de antecipar campanha eleitoral.
MPE pode recorrer da decisão da ministra Nancy Andrighi.
Débora Santos
Do G1, em Brasília
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nancy Andrighi, negou nesta quarta-feira (2) o pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) para que a pré-candidata do Partido Verde (PV) à Presidência da República, Marina Silva, fosse multada.
O Ministério Público Eleitoral pode entrar com recurso para que a decisão da ministra seja revista pelo plenário da corte.
Marina é acusada de se beneficiar de propaganda eleitoral antecipada no dia 111 de maio, durante cerimônia na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em que recebeu o título de cidadã honorária do estado. No local do evento, havia uma faixa com a frase “Marina é a cara do Brasil”.
A ministra entendeu que uma faixa fixada na entrada da assembleia não “atrai por si só a responsabilidade da pré-candidata” e que o MPE não comprovou que Marina tinha conhecimento prévio da propaganda.
A pré-candidata do Partido Verde à presidência
da República, Marina Silva (Foto: Reuters)
Fonte: G1
MPE pode recorrer da decisão da ministra Nancy Andrighi.
Débora Santos
Do G1, em Brasília
A ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nancy Andrighi, negou nesta quarta-feira (2) o pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) para que a pré-candidata do Partido Verde (PV) à Presidência da República, Marina Silva, fosse multada.
O Ministério Público Eleitoral pode entrar com recurso para que a decisão da ministra seja revista pelo plenário da corte.
Marina é acusada de se beneficiar de propaganda eleitoral antecipada no dia 111 de maio, durante cerimônia na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, em que recebeu o título de cidadã honorária do estado. No local do evento, havia uma faixa com a frase “Marina é a cara do Brasil”.
A ministra entendeu que uma faixa fixada na entrada da assembleia não “atrai por si só a responsabilidade da pré-candidata” e que o MPE não comprovou que Marina tinha conhecimento prévio da propaganda.
A pré-candidata do Partido Verde à presidência
da República, Marina Silva (Foto: Reuters)
Fonte: G1
Brasília DF
Luiz Carlos Azedo com Norma Moura
Mais perto do veto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está cada vez mais propenso a vetar o reajuste de 7,71% dos aposentados que recebem acima de um salário mínimo. O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e os líderes do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), perderam a queda de braços com a área econômica, isto é, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo. Para o presidente Lula, a base governista não mediu as consequências do aumento exagerado dos gastos com pessoal, dentre elas, a alta dos juros.
O veto ao reajuste dos aposentados - e não apenas ao fim do fator previdenciário, como já foi anunciado - seria também um basta à farra dos aumentos salariais aprovados pelo Congresso para diversas categorias de servidores da ativa. Esses índices também estão dando dores de cabeça à equipe econômica. Além de exigir o corte de despesas de custeio da máquina federal e de investimentos em 2010, os aumentos podem resultar numa bola de nevepara a Previdência e para as contas públicas nos próximos anos. O reajuste para os aposentados e o fim do fator previdenciário também têm grande impacto nas contas estaduais e municipais. Caso o aumento não seja vetado, o governo será obrigado a realizar o terceiro corte de despesas do Orçamento deste ano. O primeiro foi de R$ 21,8 bilhões; o segundo, no começo do mês passado, de R$ 7,5 bilhões. Sem o veto, o adicional na folha de pagamento da Previdência será de R$ 1,6 bilhão, desconsiderando-se o fim do fator previdenciário. Confirmado o veto, o governo editará uma medida provisória estabelecendo um abono de 6,14% aos aposentados. Esse é o percentual proposto pelo governo inicialmente e que vem sendo pago desde janeiro.
Loucura Tem gente graúda no Congresso esperando a poeira do acordo assinado com o Irã baixar para propor a rediscussão da adesão do Brasil ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNC). Assinado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, o acordo contrariou os comandantes militares, por causa do programa nuclear da Marinha.
Brasuca Encontra-se nos laboratórios do governo um plano para a criação de uma marca de automóveis genuinamente brasileira, com recursos financiados pelo BNDES. A ideia é fazer com que o país tenha uma montadora nacional capaz de disputar mercados no mundo todo, como a Embraer, por exemplo. É o velho sonho do falecido empresário João Amaral Gurgel.
Bonde Contrato firmado pelo Ministério da Defesa com a empresa HWC Empreendimentos Ltda., no valor de R$ 19,6 milhões para a realização de eventos institucionais do Comando do Exército em 2010, já ganhou a adesão de pelo menos quatro órgãos da administração pública federal. Está R$ 7,2 milhões acima do limite estipulado pelo próprio ministérioantes da realização da licitação, que ignorou 17 empresas com ofertas mais baratas no pregão eletrônico. O montante previsto era de R$ 11,8 milhões.
Diferença Da ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na revista baiana Muito, ao analisar a diferença existente entre os ministros do tribunal que são oriundos da magistratura e os da advocacia: "Eles (os advogados) são diferentes. A postura é diferente. Até a forma de sentar na cadeira é diferente". Além disso, revelou a ministra, "eles são mais ricos, precisam ter uma vida social, enquanto o magistrado atravessa a vida dentro do gabinete, trabalhando, estudando e pesquisando".
Reparação Trinta e quatro anos depois, dona Thereza, viúva, as duas filhas e os dois netos do operário Manoel Fiel Filho, morto no DOI-CODI de São Paulo em 1976, foram homenageados em Alagoas pelo governador Teotônio Vilela Filho (PSDB). Na cidade de Quebrangulo, onde Fiel Filho nasceu, foi inaugurada uma praça com o seu nome, na presença da família. As homenagensprecederam a exibição do filme Perdão, mister Fiel, de Jorge Oliveira.
Abriu O palanque heterodoxo da oposição no Rio de Janeiro está balançando. Segundo pesquisa do Ibope, Dilma Rousseff (PT), com 44% de intenções de votos, abriu 17 pontos de vantagem em relação ao tucano José Serra, com 27%. Marina Silva (PV) tem 10%. Para o governo do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) lidera com folga e teria possibilidade de ser reeleito no primeiro turno se o pleito fosse hoje. Tem 43%, seguido de Anthony Garotinho (PR), com 21%, e Fernando Gabeira (PV), com 12%.
No cafezinho
Coerência / O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) ressaltou ontem a coerência política de Marina Silva, pré-candidata a Presidência do PV, que condenou "a manipulação da fé" por meios evangélicos que tentam "demonizar" Dilma Rousseff e José Serra, também pré-candidatos ao Palácio do Planalto. Segundo Cristovam, Marina o defendeu em 1998, quando o panfleto A face oculta do PT o associou ao mal, ao demônio e a "outras asneiras".
Violência / A governadorado Pará, Ana Júlia Carepa (PT), candidata à reeleição, será processada por improbidade administrativa pelo procurador de Justiça Cláudio Bezerra de Melo. A petista se nega, há quase dois anos, a cumprir decisão judicial que obriga o estado a enviar 17 policiais militares e cinco policiais civis para garantir a segurança pública no município de Oeiras do Pará, totalmente abandonado e entregue à violência.
Causa / A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro devolveu R$ 20 milhões de seu orçamento deste ano, antecipadamente, ao governo fluminense, com destino carimbado: a construção de centros de treinamento profissional. É bandeira de campanha do presidente da Casa, deputado Jorge Picciani (PMDB), candidato ao Senado na chapa do governador Sérgio Cabral (PMDB).
luizazedo.df@diariosassociados.com.br
Fonte: DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Mais perto do veto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está cada vez mais propenso a vetar o reajuste de 7,71% dos aposentados que recebem acima de um salário mínimo. O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, e os líderes do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), perderam a queda de braços com a área econômica, isto é, os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo. Para o presidente Lula, a base governista não mediu as consequências do aumento exagerado dos gastos com pessoal, dentre elas, a alta dos juros.
O veto ao reajuste dos aposentados - e não apenas ao fim do fator previdenciário, como já foi anunciado - seria também um basta à farra dos aumentos salariais aprovados pelo Congresso para diversas categorias de servidores da ativa. Esses índices também estão dando dores de cabeça à equipe econômica. Além de exigir o corte de despesas de custeio da máquina federal e de investimentos em 2010, os aumentos podem resultar numa bola de nevepara a Previdência e para as contas públicas nos próximos anos. O reajuste para os aposentados e o fim do fator previdenciário também têm grande impacto nas contas estaduais e municipais. Caso o aumento não seja vetado, o governo será obrigado a realizar o terceiro corte de despesas do Orçamento deste ano. O primeiro foi de R$ 21,8 bilhões; o segundo, no começo do mês passado, de R$ 7,5 bilhões. Sem o veto, o adicional na folha de pagamento da Previdência será de R$ 1,6 bilhão, desconsiderando-se o fim do fator previdenciário. Confirmado o veto, o governo editará uma medida provisória estabelecendo um abono de 6,14% aos aposentados. Esse é o percentual proposto pelo governo inicialmente e que vem sendo pago desde janeiro.
Loucura Tem gente graúda no Congresso esperando a poeira do acordo assinado com o Irã baixar para propor a rediscussão da adesão do Brasil ao Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNC). Assinado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, o acordo contrariou os comandantes militares, por causa do programa nuclear da Marinha.
Brasuca Encontra-se nos laboratórios do governo um plano para a criação de uma marca de automóveis genuinamente brasileira, com recursos financiados pelo BNDES. A ideia é fazer com que o país tenha uma montadora nacional capaz de disputar mercados no mundo todo, como a Embraer, por exemplo. É o velho sonho do falecido empresário João Amaral Gurgel.
Bonde Contrato firmado pelo Ministério da Defesa com a empresa HWC Empreendimentos Ltda., no valor de R$ 19,6 milhões para a realização de eventos institucionais do Comando do Exército em 2010, já ganhou a adesão de pelo menos quatro órgãos da administração pública federal. Está R$ 7,2 milhões acima do limite estipulado pelo próprio ministérioantes da realização da licitação, que ignorou 17 empresas com ofertas mais baratas no pregão eletrônico. O montante previsto era de R$ 11,8 milhões.
Diferença Da ministra Eliana Calmon, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), na revista baiana Muito, ao analisar a diferença existente entre os ministros do tribunal que são oriundos da magistratura e os da advocacia: "Eles (os advogados) são diferentes. A postura é diferente. Até a forma de sentar na cadeira é diferente". Além disso, revelou a ministra, "eles são mais ricos, precisam ter uma vida social, enquanto o magistrado atravessa a vida dentro do gabinete, trabalhando, estudando e pesquisando".
Reparação Trinta e quatro anos depois, dona Thereza, viúva, as duas filhas e os dois netos do operário Manoel Fiel Filho, morto no DOI-CODI de São Paulo em 1976, foram homenageados em Alagoas pelo governador Teotônio Vilela Filho (PSDB). Na cidade de Quebrangulo, onde Fiel Filho nasceu, foi inaugurada uma praça com o seu nome, na presença da família. As homenagensprecederam a exibição do filme Perdão, mister Fiel, de Jorge Oliveira.
Abriu O palanque heterodoxo da oposição no Rio de Janeiro está balançando. Segundo pesquisa do Ibope, Dilma Rousseff (PT), com 44% de intenções de votos, abriu 17 pontos de vantagem em relação ao tucano José Serra, com 27%. Marina Silva (PV) tem 10%. Para o governo do Rio, Sérgio Cabral (PMDB) lidera com folga e teria possibilidade de ser reeleito no primeiro turno se o pleito fosse hoje. Tem 43%, seguido de Anthony Garotinho (PR), com 21%, e Fernando Gabeira (PV), com 12%.
No cafezinho
Coerência / O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) ressaltou ontem a coerência política de Marina Silva, pré-candidata a Presidência do PV, que condenou "a manipulação da fé" por meios evangélicos que tentam "demonizar" Dilma Rousseff e José Serra, também pré-candidatos ao Palácio do Planalto. Segundo Cristovam, Marina o defendeu em 1998, quando o panfleto A face oculta do PT o associou ao mal, ao demônio e a "outras asneiras".
Violência / A governadorado Pará, Ana Júlia Carepa (PT), candidata à reeleição, será processada por improbidade administrativa pelo procurador de Justiça Cláudio Bezerra de Melo. A petista se nega, há quase dois anos, a cumprir decisão judicial que obriga o estado a enviar 17 policiais militares e cinco policiais civis para garantir a segurança pública no município de Oeiras do Pará, totalmente abandonado e entregue à violência.
Causa / A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro devolveu R$ 20 milhões de seu orçamento deste ano, antecipadamente, ao governo fluminense, com destino carimbado: a construção de centros de treinamento profissional. É bandeira de campanha do presidente da Casa, deputado Jorge Picciani (PMDB), candidato ao Senado na chapa do governador Sérgio Cabral (PMDB).
luizazedo.df@diariosassociados.com.br
Fonte: DIÁRIO DE PERNAMBUCO
PV é alvo de representação do MPE por propaganda eleitoral antecipada
Da Redação
As inserções do PV (Partido Verde) são alvo de representação ajuizada pelo MPE (Ministério Público Eleitoral). A ação pede que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) casse as inserções da legenda durante o primeiro semestre do ano que vem. Além disso, pede que seja aplicada multa ao partido e à pré-candidata Marina Silva. Foram quatro programas, exibidos na televisão entre os dias 1º e 7 de abril.
Para o MPE, o partido desviou a finalidade da propaganda partidária, que deveria ser utilizada para difundir seus programas, divulgar a posição em relação a temas político-comunitários e promover a participação política feminina. Em vez disso, o PV teria realizado propaganda eleitoral, que só é permitida após o dia 5 de julho. O programa teria defendido interesses pessoais de Marina Silva, ao ressaltar as qualidades individuais e fazer propaganda da candidata a cargo eletivo.
A representação destaca um dos trechos da inserção que teria resultado na proibição legal sobre propaganda antecipada: "Essa mulher [Marina Silva], aprendeu a ler com 16 anos e não parou mais de estudar. Foi vereadora no Acre e depois eleita a senadora mais jovem da história do Brasil. A Marina era tão capaz que foi convidada pelo Lula para ser ministra do meio ambiente”. Preste atenção na Marina."
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Fonte: Última Instância
As inserções do PV (Partido Verde) são alvo de representação ajuizada pelo MPE (Ministério Público Eleitoral). A ação pede que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) casse as inserções da legenda durante o primeiro semestre do ano que vem. Além disso, pede que seja aplicada multa ao partido e à pré-candidata Marina Silva. Foram quatro programas, exibidos na televisão entre os dias 1º e 7 de abril.
Para o MPE, o partido desviou a finalidade da propaganda partidária, que deveria ser utilizada para difundir seus programas, divulgar a posição em relação a temas político-comunitários e promover a participação política feminina. Em vez disso, o PV teria realizado propaganda eleitoral, que só é permitida após o dia 5 de julho. O programa teria defendido interesses pessoais de Marina Silva, ao ressaltar as qualidades individuais e fazer propaganda da candidata a cargo eletivo.
A representação destaca um dos trechos da inserção que teria resultado na proibição legal sobre propaganda antecipada: "Essa mulher [Marina Silva], aprendeu a ler com 16 anos e não parou mais de estudar. Foi vereadora no Acre e depois eleita a senadora mais jovem da história do Brasil. A Marina era tão capaz que foi convidada pelo Lula para ser ministra do meio ambiente”. Preste atenção na Marina."
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Fonte: Última Instância
terça-feira, 1 de junho de 2010
Marina critica 'inchaço' da máquina pública e cobra controle de gastos públicos
SÃO PAULO - A pré-candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, criticou o "inchaço" da máquina pública no governo em entrevista a internautas e jornalistas do portal UOL nesta terça-feira. Segundo ela, é preciso "enxugar a máquina" e conter a corrupção.
- Por que a gente não pensa em conter o drenamento da corrupção, para enxugar a máquina? A máquina é inchada, sim. O Estado brasileiro precisa ser aperfeiçoado, principalmente no seu inchamento, no seu aparelhamento - afirmou Marina.
A senadora cobrou também o controle de gastos públicos.
- O bom senso nos diz que devemos ter claro primeiro que ninguém quer inflação. Controle é fundamental. A crítica é que isso não se contém só com alta de juros, e sim com controle de gastos públicos - afirmou Marina, para quem a autonomia do Banco Central é boa, mas não precisa ser institucionalizada, "escrita na lei".
Marina cobrou a reforma tributária, sem a qual, na opinião dela, seria impossível modificar os impostos. Ela também falou sobre petróleo e disse que esta é uma fonte de riqueza importante, mas que a renda que ele gera deve ser usada em pesquisa e na área social.
- A renda do petróleo deve ser usada em programas sociais e em pesquisa tecnológica forte para criar meios que levarão à substituição do petróleo - afirma a pré-candidata do PV.
Sobre os royalties do pré-sal, Marina disse que é preciso redistribuir as riquezas a todo o país, mas que esta discussão deve ficar para depois das eleições.
Respondendo uma pergunta do empresário Eike Batista, que questionou se a pré-candidata seria a favor de uma matriz energética baseada na exportação do petróleo e no consumo interno de etanol, Marina disse que é preciso se preocupar com o mundo todo.
- Será que é possível criar uma bolha verde para o Brasil e proteger o país de uma bolha de CO² lá de fora?. Eu não sou cientista, mas é a primeira vez que eu vejo um conceito tão esdrúxulo de verde. As emissões afetam o mundo inteiro, aonde quer que elas aconteçam, e mesmo que nós pudéssemos nos proteger, eu estaria muito preocupada com as outras pessoas do planeta - criticou.
Falando sobre política externa, a pré-candidata do PV disse que há uma "área cinzenta" nesta questão no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Em certos momentos houve relativização desses princípios (de direitos humanos). O Brasil passou a ter um olhar para outras regiões do mundo e que não é por interesse comercial, mas sim uma relação fraterna com outros povos, principalmente a África. Isso é bom. Mas no governo Lula isso criou uma zona cinzenta - disse.
Ainda sobre relações internacionais, Marina afirmou que é preciso ajudar Cuba a trabalhar politicamente contra o bloqueio econômico, mas ao mesmo tempo lutando pela democracia no país. E disse torcer pelo acordo entre Brasil, Irã e Turquia sobre urânio, mas fez uma ressalva.
- O Irã tem uma cultura de protelar e tem uma série de problemas com os direitos humanos.
FONTE: O GLOBO
- Por que a gente não pensa em conter o drenamento da corrupção, para enxugar a máquina? A máquina é inchada, sim. O Estado brasileiro precisa ser aperfeiçoado, principalmente no seu inchamento, no seu aparelhamento - afirmou Marina.
A senadora cobrou também o controle de gastos públicos.
- O bom senso nos diz que devemos ter claro primeiro que ninguém quer inflação. Controle é fundamental. A crítica é que isso não se contém só com alta de juros, e sim com controle de gastos públicos - afirmou Marina, para quem a autonomia do Banco Central é boa, mas não precisa ser institucionalizada, "escrita na lei".
Marina cobrou a reforma tributária, sem a qual, na opinião dela, seria impossível modificar os impostos. Ela também falou sobre petróleo e disse que esta é uma fonte de riqueza importante, mas que a renda que ele gera deve ser usada em pesquisa e na área social.
- A renda do petróleo deve ser usada em programas sociais e em pesquisa tecnológica forte para criar meios que levarão à substituição do petróleo - afirma a pré-candidata do PV.
Sobre os royalties do pré-sal, Marina disse que é preciso redistribuir as riquezas a todo o país, mas que esta discussão deve ficar para depois das eleições.
Respondendo uma pergunta do empresário Eike Batista, que questionou se a pré-candidata seria a favor de uma matriz energética baseada na exportação do petróleo e no consumo interno de etanol, Marina disse que é preciso se preocupar com o mundo todo.
- Será que é possível criar uma bolha verde para o Brasil e proteger o país de uma bolha de CO² lá de fora?. Eu não sou cientista, mas é a primeira vez que eu vejo um conceito tão esdrúxulo de verde. As emissões afetam o mundo inteiro, aonde quer que elas aconteçam, e mesmo que nós pudéssemos nos proteger, eu estaria muito preocupada com as outras pessoas do planeta - criticou.
Falando sobre política externa, a pré-candidata do PV disse que há uma "área cinzenta" nesta questão no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
- Em certos momentos houve relativização desses princípios (de direitos humanos). O Brasil passou a ter um olhar para outras regiões do mundo e que não é por interesse comercial, mas sim uma relação fraterna com outros povos, principalmente a África. Isso é bom. Mas no governo Lula isso criou uma zona cinzenta - disse.
Ainda sobre relações internacionais, Marina afirmou que é preciso ajudar Cuba a trabalhar politicamente contra o bloqueio econômico, mas ao mesmo tempo lutando pela democracia no país. E disse torcer pelo acordo entre Brasil, Irã e Turquia sobre urânio, mas fez uma ressalva.
- O Irã tem uma cultura de protelar e tem uma série de problemas com os direitos humanos.
FONTE: O GLOBO
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