sexta-feira, 18 de junho de 2010

Semana das Mulheres no Poder

Sexta, 18 de Junho de 2010

Eleições na Eslováquia

Iveta Radicova, líder do partido de centro-esquerda SDKU, será a nova primeira ministra da Eslováquia, a primeira mulher a ocupar o cargo no país. Ela não venceu as eleições do último fim de semana, mas os partidos de direita e centro conquistaram a maioria dos votos e vão formar uma coligação maioritária. Radicova tem 53 anos, é professora de sociologia e foi candidata à Presidência nas eleições de 2009, vencida pelo atual presidente, Ivan Gasparovic. Foi ministra do Trabalho e Assuntos Sociais em 2005-2006 e eleita deputada democrata-cristã em 2006.


Plebiscito sobre reforma política

No dia 03/10, além de escolher novos representantes políticos, brasileiras e brasileiros podem também ter que participar do plebiscito sobre reforma política. A Comissão de Finanças e Tributação aprovou esta semana o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 2392/10, do deputado Raul Jungmann (PPS-PE), que convoca plebiscito para consultar a população brasileira sobre a votação de uma reforma política pelo Congresso Nacional na próxima legislatura (2011-2014). Caso aprovada a realização do plebiscito, o eleitor terá de responder à seguinte pergunta: "O Congresso Nacional deve aprovar uma reforma política que promova maior transparência, controle social e o combate efetivo à corrupção?". Se a maioria simples dos eleitores responder "sim", os parlamentares eleitos em 2010 deverão votar a reforma já em 2011. O projeto será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, além de votado pelo Plenário.

Íntegra da proposta: PDC-2392/2010

Violência contra a mulher
A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou o Projeto de Lei 6340/09, que modifica a lei Maria da Penha e acelera a adoção de medidas urgentes em casos de violência contra a mulher. A proposta reduz de 48 para 24 horas o prazo dado à autoridade policial para enviar ao juiz o pedido da mulher ofendida, com vistas à concessão de medidas urgentes de proteção, e o juiz também terá 24 horas (e não mais 48) para adotar as providências cabíveis. De autoria do deputado Capitão Assumção (PSB-ES), o projeto teve sua aprovação recomendada pela relatora da proposta, deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), na forma de um texto substitutivo que faz alterações de técnica legislativa, sem modificar o conteúdo. Ela reconheceu que os cuidados hoje previstos na lei são insuficientes para combater a violência contra a mulher. O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-6340/2009


Edital UNIFEM

O Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM) abre inscrições até o próximo dia 04/07 para financiamento de projetos. Serão destinados U$ 915 mil dólares (cerca de R$ 1,7 milhões) a quatro áreas temáticas: governança democrática/Beijing + 15, violência contra as mulheres, segurança econômica e feminização do HIV/AIDS. O edital estabelece enfoques para incentivar projetos inovadores que atendam às demandas de mulheres negras, indígenas, jovens, migrantes, mulheres vivendo com HIV/AIDS, lésbicas, bissexuais, transgêneros e transexuais. Segundo Rebecca Tavares, representante do UNIFEM Brasil e Cone Sul, “compreendemos a diversidade das mulheres e queremos investir cada vez mais na autonomia e no fortalecimento das identidades e realidades das mulheres do Cone Sul. Para o UNIFEM, são cruciais o empoderamento das mulheres e a defesa dos direitos das mulheres no seu sentido amplo”.
Os projetos financiados deverão iniciar em 01/09/2010 e serem executados até o dia 31/08/2011. O edital de projetos é uma forma de ampliar as parcerias da agência com a sociedade civil e contribuir para a redução das desigualdades de gênero nas áreas de trabalho do plano estratégico do UNIFEM Brasil e Cone Sul.

Confira o Edital de Projetos UNIFEM Brasil e Cone Sul 2010

Estabilidade para estagiárias

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7109/10, do Senado, que garante estabilidade à gestante no estágio a partir da confirmação da gravidez até o fim do contrato. Assegura à estudante grávida o direito à interrupção do estágio por 120 dias a partir do 9º mês de gestação ou do nascimento da criança, suspendendo, durante este período, as obrigações da estudante, da instituição de ensino e da empresa ou órgão que contratar a estagiária. O projeto estabelece que, terminada a licença, o estágio continuará acrescido do número de dias de afastamento. A estagiária só poderá ser dispensada se descumprir as obrigações assumidas ou se solicitar o desligamento.
A proposta, que tramita em regime de prioridade será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Educação e Cultura; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-7109/2010

Estatuto da Igualdade Racial
O Plenário do Senado aprovou no último dia 16/06, em sessão extraordinária e por acordo partidário, o Estatuto da Igualdade Racial com votação simbólica dos líderes. O projeto, que tramitou por sete anos no Congresso, será enviado imediatamente à sanção do presidente da República. Entretanto, o Senado suprimiu artigo que previa cotas para negros nas universidades federais e escolas técnicas públicas; item que poderia dar incentivos fiscais para as empresas que mantivessem em seus quadros até 20% de negros e outro que garantiria a inscrição de 10% de candidatos negros nos partidos políticos. Também ficaram de fora do Estatuto medidas garantindo tratamento específico, na saúde pública, para negros, especialmente gestantes negras.

Conferência Internacional do Trabalho

A coordenadora de Articulação Institucional da Área de Trabalho da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Eunice Lea de Morais, participa da 99ª Conferência Internacional do Trabalho em Genebra (Suíça), que termina esta semana. O trabalho doméstico é tema dos debates, o que poderá resultar na adoção de um instrumento internacional de proteção às trabalhadoras domésticas. No Brasil, quase 8% da população é empregada doméstica, sendo que desse total 93,3% são mulheres.

Princípios de Empoderamento
A Petrobras anunciou sua adesão aos “Princípios de Empoderamento das Mulheres” esta semana durante o seminário “Corresponsabilidade Social – O Equilíbrio da Vida Profissional, Pessoal e Familiar sob a Perspectiva de Gênero”. Proposto pelo Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM) e pelo Pacto Global das Nações Unidas, o documento elenca sete princípios em favor do empoderamento das mulheres com ações práticas a serem incorporadas por empresas e corporações: a liderança promove a igualdade de gênero; igualdade de oportunidades, inclusão e não-discriminação; saúde, segurança e fim da violência; educação e treinamento; desenvolvimento empresarial e práticas de cadeia de suprimentos e marketing; liderança comunitária e engajamento; e transparência, mensuração e relatório. Em curso desde 2004, os “Princípios de Empoderamento das Mulheres” são considerados a maior iniciativa global de cidadania corporativa e contam com a adesão de 7 mil empresas em mais de 135 países. Tem como objetivo proporcionar condições para que as mulheres participem plenamente da vida econômica em todos os setores e níveis da atividade econômica. Visa também atingir os objetivos internacionalmente acordados para o desenvolvimento, a sustentabilidade e os direitos humanos, melhorar as condições de vida para as mulheres, homens, famílias e comunidades e impulsionar as operações e metas dos negócios.

Confira: Princípios de Empoderamento das Mulheres

Boas Práticas

A Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) divulgou a relação de instituições e pessoas físicas indicadas à segunda edição do Prêmio “Boas Práticas na Aplicação, Divulgação ou Implementação da Lei Maria da Penha”. O prêmio tem como objetivo incentivar experiências positivas na aplicação, divulgação ou implementação da Lei Maria da Penha e é concedido anualmente a pessoas físicas ou jurídicas, indicadas por terceiros, cujos trabalhos ou ações são relevantes no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. Em 2010 foram recebidas 178 indicações. A premiação ocorrerá em solenidade comemorativa aos quatro anos da sanção da Lei 11.340/06, no próximo dia 07/08.

Acesse a relação de indicados aqui.

Fonte: Site www.maismulheresnopoderbrasil.com.br

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Marina Silva justifica saída do PT – Sustentabilidade

Por Luiz Felipe T. Erdei



A disputa à presidência da República tem três nomes confirmados na dianteira das pesquisas: Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV). Cada um já deu início ao estabelecimento de alianças, por meio de seus partidos, e confirmação de vice em suas chapas, intento que visa atender aos propósitos almejados pelas legendas.

Marina, que há algum tempo fez parte do Partido dos Trabalhadores, afirmou em 16 de junho, quarta-feira, que continuaria no PT, inclusive em favor de um candidato do partido, caso a temática sustentabilidade viesse à tona de forma mais concreta. Para ela, tanto Dilma quanto Serra não integram esse preceito.
Reportagem do portal de notícias G1 relaciona que Marina iniciou suas atividades no PT há dez anos e que entre 2003 e 2008 teve para si o posto de ministra do Meio Ambiente. Sua saída, um ano depois do término do mandato, ocorreu em virtude de discordâncias dela para com Reinhold Stephanes, ministro da Agricultura, Mangabeira Unger, ministro de Assuntos e Estratégicos, e Blairo Maggi, governador do Mato Grosso, sobre um tema envolvendo a Amazônia.
Algo necessário para Marina é focar seus esforços em outras áreas, condição já adotada atualmente, porém, tem de ser ampliados caso queira concorrer igualmente com Dilma e Lula à presidência.
Fonte: Eleições 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

Código Florestal: Câmara vota relatório nesta terça-feira, 15

A Comissão Especial do Código Florestal da Câmara dos Deputados se reúne nesta terça-feira, 15, às 9 horas, para discussão e votação do substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que trata das mudaças no Código Florestal Brasileiro. A reunião será no Plenário 9.
O Partido Verde já manifestou posição contrária à proposta e vai usar de todos os meios possíveis e legítimos para protelar e obstruir a provação da matéria de forma que ela só volte a ser examinada em 2011. O projeto preocupa os verdes pois provoca um desmonte na leis ambientais e põe em risco a proteção dos biomas nacionais.
“O substitutivo representa um grande retrocesso na legislação ambiental e não pode ser aprovado”, afirma o líder do PV, deputado Edson Duarte (BA).
Em nota técnica em que analisa as alterações apresentadas por Rebelo, o PV conclui que o substitutivo propiciará o desmatamento de forma generalizada e incentivará o aumento de práticas ilegais, dentre outras questões.
Veja os pontos críticos da proposta destacados pelo PV:
1. O Substitutivo propicia o aumento do desmatamento de forma generalizada, atingindo todos os biomas, por se tratar de um instrumento com abrangência nacional.
2. As metas assumidas pelo Brasil, por ocasião da COP 15, realizada em dezembro de 2009, na Dinamarca, de reduzir as emissões dos gases que causam efeito estufa, entre 36,1 a 38,9% em relação ao que o Brasil emitiria em 2020, também ficam seriamente ameaçadas.
3. Vale ressaltar que este compromisso, a princípio voluntário, hoje por força do advento da Política Nacional de Mudanças do Clima, passou a ser uma obrigação.
4. A previsão da redução da Reserva Legal, das APPs e a anistia das multas, bem como o descumprimento dos termos de compromissos assinados com as autoridades ambientais, em muito incentivará o aumento das práticas ilegais, voltadas à degradação ambiental.
5. A atuação dos órgãos ambientais responsáveis pelo monitoramento, fiscalização e controle das atividades agropecuária e florestal do país ficará seriamente comprometida.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

4. Compromissos com relação ao processo da campanha

Postado em 14/06/2010 por Equipe Marina
Categoria(s): Extra


A eleição para presidente da República é um dos momentos mais importantes da democracia brasileira e deve ser pautado pelo debate sobre o Brasil e seu futuro. A campanha de Marina Silva assume os seguintes compromissos para processo eleitoral:

• Debate de propostas – Pautar o período de campanha pelo debate de ideias e propostas sobre o Brasil evitando factoides, embates vazios e consensos ocos.
• Transparência na arrecadação e aplicação de doações de campanha – Tanto o processo de arrecadação como de utilização de recursos serão publicados na Internet durante a campanha, observadas rigorosamente as determinações do Tribunal Superior Eleitoral sobre a matéria.
• Neutralização das emissões de carbono da campanha – As emissões derivadas de todo período de campanha serão contabilizadas e publicadas na Internet. Sua neutralização ocorrerá com ações relativas a reflorestamento nos Biomas brasileiros.
• Comparacer a todos os debates possíveis – Envidar todos os esforços para participar de todos os fóruns de debates entre os candidatos à Presidência da República.
• Não praticar qualquer tipo de ataques pessoais – Nenhum ataque ou ofensa pessoal será dirigida a qualquer candidato, bem como qualquer forma de obtenção de informação que viole os marcos do Estado democrático de direito.

domingo, 13 de junho de 2010

Queremos fazer aliança com a sociedade, diz Marina

Ela abriu o discurso elogiando conquistas dos governos anteriores.
Senadora foi lançada candidata à presidente pelo PV nesta quinta (10).


Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília


Em seu primeiro discurso como candidata oficial à presidente da República, Marina Silva (PV), minimizou o fato de seu partido não ter alianças com outras legendas na disputa. O discurso foi feito nesta quinta-feira (10) na convenção que oficializou seu nome, em Brasília. "Espero que no dia 1º de janeiro do ano que vem a gente possa ter a primeira mulher negra presidente do Brasil”, afirmou.
              A pré-candidata à Presidência, Marina Silva (PV) (Foto: G1)

Algumas pessoas têm cobrado que nós não temos políticas de aliança pensando no velho calculo pragmático: quem tem mais palanque, mais recurso, quem tem mais voto porque se sente dono dos votos. (...) Não temos esse tipo de aliança, queremos fazer alianças com núcleos vivos da sociedade"

Marina Silva, candidata do PV à Presidência

“Algumas pessoas têm cobrado que nós não temos políticas de aliança pensando no velho cálculo pragmático: quem tem mais palanque, mais recurso, quem tem mais voto porque se sente dono dos votos. (...) Não temos esse tipo de aliança, queremos fazer alianças com núcleos vivos da sociedade”, afirmou a candidata.

Marina abriu o discurso fazendo elogios aos governos Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ela destacou a estabilidade econômica e a retirada de 25 milhões de pessoas da linha de pobreza.

No caso de Lula, a referência foi direta. “A redução da pobreza, foram 25 milhões de pessoas que saíram, não é pouca coisa. Não preciso, porque sou candidata por outro partido, outra articulação, negar este feito essa conquista do operário Luiz Inácio Lula da Silva.”

Veja como foi a convenção do PV no blog

Confira o calendário das convenções nacionais dos partidos

Apesar dos elogios aos ex-presidentes, o discurso de Marina trouxe também críticas na questão ambiental. Ela destacou o desmatamento, a discussão do código florestal na Câmara e o aumento da ocorrência de tragédias, como as chuvas que atingiram Santa Catarina e Rio de Janeiro nos últimos anos.

“Em 2007 foram 2,5 milhões de pessoas afetadas pela chuva. Em 2009 foram 5,5 milhões de pessoas. Dá para tratar isso de 'problema natural'? Não, é falta de planejamento”, afirmou a candidata.

Marina destacou que é preciso analisar o passado para pensar em projetos para o futuro. “É preciso olhar para trás e para frente ao mesmo tempo. Para trás, para aprender com os erros e manter as conquistas, e para frente para não repetir erros e buscar o que precisa ser conquistado.”

Os escândalos de corrupção permeiam espaços da política nacional, por isso nós precisamos de Marina presidente"

Guilherme Leal, candidato a vice na chapa de Marina Silva

A candidata voltou a defender seu conceito de economia de baixo carbono, com a redução das emissões de CO2. Classificou a educação como “alavancadora” da economia e defendeu que os programas sociais devem focar a partir de agora a “igualdade de oportunidades”.

No meio do discurso, a candidata não esqueceu de sua origem política, o PT. Ela destacou o fato de seus aliados históricos Jorge e Tião Viana estarem nesta quinta no Acre lançando a campanha petista no estado. “Estamos só momentaneamente separados”, disse.

Vice-presidente

Antes do discurso de Marina, o candidato a vice-presidente pelo PV, Guilherme Leal, criticou o loteamento de cargos públicos e a corrupção na política. "Por que o Brasil precisa de Marina? Porque a lógica da política que prevalece no país está ancorada em lotear, distribuir espaços de poder ente forças econômicas e políticas, porque a força econômica governa a política e a atual forma de fazer política afastou política e o cidadão", afirmou. "Os escândalos de corrupção permeiam espaços da política nacional, por isso nós precisamos de Marina presidente.”

Leal foi precedido em sua fala pelo deputado federal e pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira (PV-RJ), que disse que "os sonhos foram frustrados" com o governo Luiz Inácio Lula da Silva. Falando na convenção, Gabeira declarou apoio a Marina e criticou, de forma indireta, o presidente.

“Vindo para cá passei pelo Palácio do Planalto. Há anos lutávamos para colocar nosso grupo dirigindo o país. E conseguimos. Há oito anos que estão aí dirigindo o país, mas nossos sonhos foram frustrados. Então vamos de novo colocar outro grupo no Palácio do Planalto. Vamos ver se agora a situação melhora”, afirmou Gabeira.

saiba mais

• Vice de Marina Silva critica loteamento de cargos e corrupção

• Na convenção do PV, Gabeira diz que 'sonhos foram frustrados' com Lula
• PV aprova na convenção candidatura de Marina à Presidência
• Em dia de convenção, Marina promete campanha sem ataques

Fonte: G1, em Brasília

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Convenção Nacional do PV


Nilza Martins e Márcia Cardoso estiveram presentes  na Convenção Nacional do PV

Convenção Nacional do PV



Estivemos presentes na Convenção Nacional do PV desta quinta-feira (10), onde foi oficializada a candidatura de Marina Silva à Presidência da República e do vice Guilherme Leal. Foi feita de forma simbólica pelos delegados. Foi aprovado também por unanimidade o programa de governo e um limite de gastos de R$ 90 milhões para a campanha. Este programa é um documento que contém as diretrizes da campanha da Marina Silva. 

Cuiabá esteve presente na Convenção Nacional do PV em Brasília.

                Cuiabá  marcou presença na Convenção Nacional do PV em Brasília.

Convenção do PV homologa candidatura de Marina Silva

Mato Grosso presente na Convenção Nacional do PV em Brasília

Foto: Paulo Geovane
Pré-Candidato a Senador Naildo Lopes, Adv.Lúcélio Costa, Candidato um vice-Presidente da República Guilherme Leal, Vice-Presidente Municipal do PV Mulher Cuiabá / membra da Executiva Estadual / Secretaria da Comunicação Nilza Martins e Archimedes Neto Secretario do Meio Ambiente de Cuiabá.

PV Mulher apresenta diretrizes na convenção nacional

Diretrizes Programáticas das Mulheres do Partido Verde


Por iniciativa da Secretária Nacional da Mulher, Regina Gonçalves, as Secretárias Estaduais reuniram-se em Brasília no dia 09/06/2010 e juntas discutiram a realidade das mulheres brasileiras apresentando propostas a serem amadurecidas e incluídas em nosso Programa de Governo. Estavam presentes as secretárias Ana Elisa Prates do Rio Grande do Sul, Patrícia Paula da Silva Alves do Amazonas, Maria Isabel Correa do Paraná, Maria do Socorro Albino do Rio Grande do Norte, Maria do Socorro Catanhede de Pernambuco, Laura Beleza Rocha de Minas Gerais, Marina Agustinho Azevedo de Espírito Santo, Renata Fortes Fernandes do Distrito Federal, Adelaide Braga do Ceará, Jacqueline Vieira Silva Meira de Goiás, Marlene Mateus do Nascimento do Pará, Edna de França Ferreira da Bahia, Poliana Gatinho do Maranhão, Taciana Amorim Menezes de Alagoas, Claudia Rodrigues da Silva de Sergipe, Edna Martins de São Paulo, Zelinda Maria Santos Abdala de Rondônia, Nena Duppre do Rio de Janeiro, além da socióloga Anna Maria Caldas, Luize,Mara Prado e Roberta Moreno
A condição de vida das mulheres brasileiras, considerando os avanços do século passado, ainda apresenta sérios problemas a serem enfrentados em pleno século XXI. Atualmente, ainda vivemos com a precarização do trabalho, a dupla jornada, a desigualdade salarial, os assédios sexual e moral, e a invisibilidade da pluriatividade de tarefas desenvolvidas pelas mulheres que resulta, enfim, numa “economia da sobrevivência” .
No âmbito da educação embora as mulheres apresentem maiores índices de escolarização se comparadas aos homens; entre elas existem diferenças tais como de raça, etnia, região e classe social. Além de persistir no sistema educacional uma educação sexista e discriminatória.
Em relação à saúde, as mulheres são as maiores usuárias do SUS, portanto são as primeiras a sentir o efeito da precariedade no atendimento e da ausência de políticas públicas nessa área. As mulheres são acometidas por diversas doenças e morrem de complicações do parto, de câncer de mama e útero, de doenças sexualmente transmissíveis. Sobretudo, por sua condição social desfavorável, apresentam maiores índices de estresse, ansiedade e depressão.
A Violência contra a mulher continua tendo caráter epidêmico e, apesar da lei Maria da Penha e de algumas políticas públicas construídas continuam morrendo vítimas de atrocidades.
No que diz respeito à participação política das mulheres, há uma sub-representação que é alimentada por estruturas partidárias machistas e por um imaginário que atribui papéis sociais distintos aos gêneros.
Feitas tais considerações a mudança na vida das mulheres só será possível através de uma parceria entre homens e mulheres imbuídos de uma vontade política de transformação dessa realidade. O Partido Verde tem as condições de ser protagonista nessa transformação na medida em que defende o Desenvolvimento Sustentável e, como tal, o desenvolvimento é um processo multidimensional, portanto inclusivo.
Enquanto a questão das relações sociais de gênero permanecer um tipo de anexo obrigatório em nome do politicamente correto nos discursos sobre o desenvolvimento, essa situação prevalecerá.Precisamos de uma visão diferente de desenvolvimento e para isso, talvez, seja necessário defendermos a idéia de uma “ação afirmativa do privado. “
As Secretárias da Mulher do PV, representando 17 estados brasileiros, além do Distrito Federal, constituíram um grupo de trabalho para sistematizar as propostas discutidas e apresentá-las ao conjunto do partido. Além disso, nesse contexto de eleições, afirmaram seu compromisso com a candidatura de Marina Silva que nos representa efetivamente. Desta forma aprovou-se a criação de uma rede feminina de apoio à campanha Marina Presidente, criando comitês domiciliares pró Marina.
Aproveitando o chamamento de nossa candidata, vamos disseminar a campanha “Seja mais uma e seremos milhões”

Mara Prado

Comunicação

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Marina Silva prega um novo estilo de governar

Catarina Alencastro; Reuters




BRASÍLIA - Em um discurso emocionado, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, elogiou os dois últimos governos, especialmente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas disse que é hora de partir para uma nova política e uma nova forma de governar avançando nas conquistas já feitas. Ela abriu seu discurso dizendo querer ser a "primeira mulher negra de origem pobre" a ocupar o Palácio do Planalto.

- Saímos da cesta básica, fomos para um bom programa de geração de renda. Agora, vamos sair de um Estado provedor para um Estado mobilizador. Não é fazer para os pobres, mas com os pobres - afirmou.
Marina convocou os brasileiros a votar de acordo com suas próprias convicções:
- Não vamos aceitar o veredicto do plebiscito. Ele vai ser revogado pelo povo brasileiro.
Marina, em terceiro lugar nas pesquisas, reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a manutenção da estabilidade econômica. Vestida com suas costumeiras roupas simples e sóbrias, Marina destacou que o país ainda precisa corrigir erros.
Durante o evento, o partido também oficializou a indicação para a vaga de vice na chapa do empresário Guilherme Leal, fundador e copresidente licenciado do Conselho de Administração da Natura.
"Temos ainda um país que dilapida o seu imenso patrimônio natural", afirmou a candidata em um discurso pontuado com emoção por passagens de sua dura história de vida.
Ex-ministra do Meio Ambiente, ela citou ainda a desigualdade de oportunidades entre pessoas ricas e pobres, a inexistência de uma educação de qualidade que alavanque a economia e a inovação tecnológica e a falta de infraestrutura e segurança nas cidades. Marina também defendeu o que chamou de "programas sociais de terceira geração", os quais, além de reduzir as desigualdades sociais, potencializariam a criação de oportunidades de empregos para os assistidos.
Pela manhã, foi apresentada a plataforma de governo de Marina, que tem como lema: "Juntos pelo Brasil que queremos". A ideia do PV é aprovar o plano nesta quinta-feira e deixá-lo sob consulta pública na internet, para receber sugestões. No texto, o partido reconhece os avanços que o país conquistou nos últimos anos, mas observa que muitos desequilíbrios foram criados.O partido também fixou o limite de gastos para a campanha em R$ 90 milhões.
"A falta de investimento estratégico em educação, inovação, infraestrutura e na conservação dos recursos naturais - que são a base fundamental de nossa prosperidade - compromete o nosso desenvolvimento. Tudo isso mostra que o processo em curso não é sustentável e não assegura um bom futuro para as próximas gerações", diz o documento.
Em busca de mais uma superação
Franzina e de fala mansa, Marina driblou a pobreza nos seringais do Acre, enganou a morte - que levou dois de seus dez irmãos - depois de vencer cinco malárias, três hepatites, a leishmaniose e a contaminação por mercúrio causada pelo tratamento da doença. A hoje presidenciável passou pela Câmara de Vereadores de Rio Branco e pela Assembleia Legislativa do Acre, pelo Senado e pelo Ministério do Meio Ambiente de Lula.
Marina ajudou a incluir assuntos como biodiversidade e desenvolvimento sustentável na pauta nacional. Deixou o ministério em maio de 2008, depois de duelo com os então ministros Dilma Rousseff e Mangabeira Unger por causa dos licenciamentos ambientais. Em 2009, deixou o PT e filiou-se ao PV.

Fonte: O GLOBO

Convenção do Partido Verde

O presidente nacional do PV, Luiz França Penna fala aos convencionais explicando a importância desse  momento e o sentido a candidatura Marina Silva e Guilherme Leal. No evento, realizado no espaço Brasil 21, em Brasília, estiveram ao lado de Marina o vice Guilherme Leal,  o presidente da legenda no Rio e candidato a deputado federal, Alfredo Sirkis, além de celebridades como o teólogo Leonardo Boff e o escritor Thiago de Mello.O Partido Verde (PV) homologou, na quinta-feira (10), a candidatura de Marina Silva à presidência da República.

Todos juntos pelo Brasil que queremos

Postado em 10/06/2010 por Equipe Marina

Categoria(s): Geral



Saiba aqui como assistir ao vivo a Convenção do PV e baixar a plataforma de campanha.

Hoje, 10 de junho, o Partido Verde oferece oficialmente à sociedade brasileira um caminho para construir um país justo e sustentável preparado para enfrentar com vigor os desafios do século 21, marcado nestes anos iniciais por um processo global sem precedentes de crise econômica, social e ambiental.

Representantes do PV de todo o Brasil vão se reunir em Convenção Nacional para aclamar a chapa para a Presidência da República, formada pela principal líder do movimento socioambiental do Brasil, a senadora Marina Silva (AC), e por uma das mais relevantes lideranças do empreendedorismo nacional, o empresário Guilherme Leal, um dos controladores da Natura Cosméticos.

A chapa Marina e Guilherme representa a integração de experiências distintas para a construção de um Brasil comprometido com o seu futuro _ela uma ex-seringueira que se alfabetizou aos 16 anos e tornou-se reconhecida mundialmente por sua luta pela preservação do meio ambiente; ele um filho da classe média paulista que se dedicou a construir uma empresa referência em responsabilidade socioambiental e inovação.

As histórias de Marina e Guilherme mostram que a educação é a porta de acesso a inúmeras oportunidades nas quais cada um pode realizar o melhor de suas capacidades. O Brasil do século 21, que quer superar em definitivo suas desigualdades, deve oferecer essa realidade a todos.

Os caminhos de Marina e Guilherme se cruzaram na concordância de que o desenvolvimento pelo desenvolvimento ameaça a vida no planeta. As mudanças climáticas assistidas nos últimos anos comprometem o futuro e o bem-estar das próximas gerações. É preciso construir um novo conceito de desenvolvimento que seja promovido no respeito às leis da natureza. É preciso fazer um pacto em favor da vida.

Marina e Guilherme são a diversidade brasileira, que nos torna um povo distinto e admirado pelo mundo. Mulher e homem, negra e branco, nortista de sangue nordestino e paulista de ascendência européia, cabocla e urbano, Silva e Leal, seringal e indústria. Esse é o Brasil que, se valorizar suas riquezas naturais, pode se tornar a maior potência ambiental do mundo.

A construção deste Brasil justo, sustentável, democrático e forte economicamente não é uma tarefa apenas de Marina e Guilherme. O Brasil que queremos é uma tarefa de todos nós.