terça-feira, 28 de setembro de 2010

Marina Silva demonstra otimismo com segundo turno

SÃO PAULO - A dois dias das eleições, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, demonstrou otimismo com a possibilidade de chegar ao segundo turno. Durante entrevista coletiva na capital paulista, ela minimizou as pesquisas de intenção de voto que a colocam em terceiro lugar, ao garantir que vai "conversar programaticamente" com o candidato que não for para o segundo turno.

"Passamos Dilma Rousseff no Distrito Federal, que é um Estado que tem gente de todo lugar do Brasil. Isso sinaliza uma tendência que é muito maior do que a que as pesquisas estão conseguindo alcançar", disse.

Marina, no entanto, afirmou que não assumiria as promessas de campanha do adversário José Serra, de dar 10% de reajuste para aposentados e pensionistas e um salário mínimo de R$ 600. Para ela, o tucano entrou na disputa sem plataforma.

A candidata também não demonstrou preocupação com a perda do apoio do pastor Silas Malafaia, que declarou voto em Serra pelo fato de considerar que Marina tem posições vagas sobre a discussão de temas como aborto, casamento gay e legalização da maconha.

Marina rechaçou as afirmações do pastor, ao declarar que sempre se manifestou contra propostas nesta linha. No entanto, sempre observou que o assunto merecia uma discussão mais ampla com a sociedade e a melhor forma de expressar isso seria através de um plebicito.

Por fim, Marina reclamou das campanhas adversárias que teriam criado "centrais de boatos" para prejudicar umas às outras.

(Fernando Taquari | Valor)


Fonte: O GLOBO

Na campanha de Dilma, ordem para não atacar Marina

Gerson Camarotti


BRASÍLIA - Após a pesquisa Datafolha , a ordem no comando da campanha presidencial governista nesta terça-feira foi a de tentar uma grande mobilização da militância petista até domingo, e, ao mesmo tempo, redobrar os cuidados e a cautela da candidata Dilma Rousseff, para que ela não vá para o confronto com a adversária Marina Silva, do PV. O comando da campanha já havia identificado que Dilma errou ao atacar Marina no debate de domingo à noite na TV Record . Ex-petista, a candidata do PV e seus eleitores serão cortejados num eventual segundo turno entre Dilma e o tucano José Serra.

O fato é que a campanha do PT entrou em estado de alerta. Antes da pesquisa do Datafolha, já havia sinais internos, na campanha, de que o clima antecipado de "já ganhou"poderia provocar uma dispersão dos militantes e aliados. Daí o chamamento à militância.

Embora ainda considerem que é possível vencer no primeiro turno, coordenadores de campanha passaram a dar novas orientações nesta terça-feira. A maior preocupação é evitar erros da candidata, principalmente no debate da TV Globo, nesta quinta-feira.

E, principalmente, não atacar Marina e nem aceitar provocação. Se tiver que responder, que seja de forma civilizada e cautelosa, sem ir para o enfrentamento. No debate da Record, ao ser questionada por Marina sobre a repetição de denúncias envolvendo a Casa Civil, Dilma, de forma ríspida, lembrou à adversária que quando ela era ministra do Meio Ambiente também enfrentou problemas de corrupção em sua pasta.

Outra determinação é explorar mais ainda a imagem do presidente Lula até domingo. Ele terá um papel de protagonista no último programa de Dilma na TV.

domingo, 26 de setembro de 2010

Serra diz não precisar de Marina

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, acredita que não depende da ajuda da presidenciável Marina Silva (PV) para chegar ao segundo turno contra Dilma Rousseff (PT). – Cada candidato merece respeito, faz a sua campanha e procura a vitória. Ninguém fica esperando ajuda de ninguém – afirmou Serra.

Na última pesquisa Datafolha, Marina cresceu no Rio e no DF, reduzindo a frente de Dilma em relação à soma dos concorrentes.

Essa situação favorece Serra, segundo colocado nas pesquisas. Um segundo turno, disse ele, vai permitir que o eleitor possa “saber, conhecer e comparar melhor” os dois candidatos que forem mais votados.

Serra, na sexta-feira, foi a Minas 18 dias após sua última visita – estava insatisfeito por achar que o PSDB-MG se empenha menos do que ele gostaria. Ele teve a companhia do ex-presidente Itamar Franco (PPS), candidato ao Senado.

Itamar só estivera com ele em 30 de julho, em BH, quando formalizou seu apoio justificando que seu candidato a presidente era Aécio Neves, mas que, sendo “homem de partido”, apoiaria Serra.

O evento em Diamantina teve ainda a presença de Aécio, candidato ao Senado, e Antonio Anastasia, que tenta se reeleger governador.

No palanque, Serra ouviu Aécio pedir votos para ele e retribuiu:

– É um homem que um dia também será presidente do Brasil.

E emendou oito segundos depois:

– Claro, me sucedendo será o melhor dos mundos.

Ele estava na terra de Juscelino Kubitschek e se inspirou no ex-presidente para propor projetos e para criticar o presidente Lula.

A primeira vez foi quando disse:

– É um homem que governou o Brasil com competência, generosidade, com tolerância. Nunca tratou adversário como inimigo.

Depois, questionado sobre Lula sempre citar JK, afirmou:

– Eu não vou fazer juízo sobre as devidas ou indevidas citações do Lula. Eu nunca vi o Juscelino na campanha atacando pessoalmente adversários. Esse era um exemplo de conduta boa de um presidente.

Ao visitar o museu de Juscelino na cidade histórica, Serra se sentou na cama que JK dormia quando jovem. O tucano reproduziu pose do ex-presidente em quadro posto sobre o móvel no qual ele aparece sentado na mesma cama, já adulto.
Fonte: Diário Catarinense

sábado, 25 de setembro de 2010

Senador Pedro Simon declara apoio a Marina Silva

Senador do PMDB gaúcho oficializa suporte à presidenciável do PV, embora seu partido faça parte da chapa da petista Dilma Rousseff

Igor Silveira


A rivalidade entre o PT e o PMDB no Rio Grande do Sul é histórica. Na década de 1990, por exemplo, o peemedebista Antônio Britto e o petista Olívio Dutra travaram duelos memoráveis nas eleições estaduais. Na primeira disputa, em 1994, Britto levou a melhor. Quatro anos mais tarde, Dutra derrotou o rival, no segundo turno, por uma diferença de pouco menos de 90 mil votos. E o senador Pedro Simon (PMDB-RS) deu mais uma demonstração, ontem, de que o tempo não foi suficiente para aparar as arestas entre as duas legendas. Durante a visita da candidata à Presidência da República pelo Partido Verde, Marina Silva, ao estado, ele declarou, oficialmente, apoio à presidenciável do PV, adversária de Dilma Rousseff (PT) na corrida ao Palácio do Planalto.

O anúncio a nove dias da ida dos eleitores às urnas causou estranhamento, mesmo levando em conta a antiga rixa entre PMDB e PT no estado — embora as siglas sejam aliadas na esfera nacional. No último dia 7, Simon ressaltou, em entrevista ao jornal gaúcho Zero Hora, que a vitória de Dilma era “melhor para todos”. Além disso, o presidente do PMDB, deputado Michel Temer (SP), é candidato a vice-presidente na chapa da petista. Os peemedebistas são protagonistas em diversas áreas da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

À tarde, na rede de microblogs Twitter, Marina Silva comemorava a parceria com o político gaúcho. “Acabei de almoçar aqui em Porto Alegre com o senador Pedro Simon, que declarou apoio à nossa campanha”, escreveu. Depois, os dois reuniram a imprensa na casa de Simon para uma declaração oficial. “Vejo na Marina uma candidata com todas as condições de representar o que há de melhor na política brasileira. Nós não podemos decidir a eleição no primeiro turno assim: em meio a essa crise, todas essas insinuações, com 10 candidatos, cinco minutos para um, oito para outro. Precisamos ir para o segundo turno, 20 dias de campanha, dez minutos para cada candidato”, ressaltou Simon.

Segundo turno
O senador gaúcho destacou, ainda, que esperava um segundo turno entre o tucano José Serra e Dilma e lembrou que o presidenciável do PSDB não parou de cair nas pesquisas ao longo da campanha. “E há um outro aspecto: a Marina é um fato novo. Se esses indecisos ainda não se manifestaram nem por um, nem por outro, é porque estão numa angústia de como decidir. E para essa angústia, a resposta é a Marina”, disse.

Marina Silva ganhou, também, outro apoio de peso ontem. Dessa vez, a adesão não foi de um representante da classe política, mas do mundo da moda. A top model Gisele Bündchen gravou um vídeo, publicado na página eletrônica do PV, no qual destaca a importância do foco em causas socioambientais, além de destacar a “integridade” da candidata. Em seguida, Marina comemorou no Twitter: “Fiquei muito feliz com a declaração da Gisele. Isso só aumenta a altura e a velocidade da onda verde”.

VIAGENS PELO SUL DO PAÍS
Depois de participar do debate presidencial, na Universidade Católica de Brasília, na noite de quinta-feira, e de se encontrar com Pedro Simon em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no início da tarde de ontem, Marina Silva viajou ao Paraná. À noite, em Curitiba, a candidata do PV tinha uma entrevista coletiva marcada na escadaria do prédio da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e, depois, faria uma caminhada pelo centro histórico da capital paranaense. Pela manhã, a presidenciável teve que cancelar compromissos, pois o mau tempo atrapalhou a agenda de campanha. Marina tinha uma visita marcada para Joinville, cidade a 190 quilômetros de Florianópolis (SC), mas o aeroporto local ficou fechado para pousos e decolagens por causa de uma forte chuva e um intenso nevoeiro. Essa foi a segunda vez na campanha que a ida de Marina à cidade foi cancelada. Em agosto, um atraso de compromissos não permitiu visita ao município catarinense. (IS)

Vejo na Marina uma candidata com todas as condições de representar o que há de melhor na política brasileira”
Pedro Simon, senador do PMDB-RS

Fonte: Correio Braziliense

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

PR: Marina conta com o "voto útil" para ir ao segundo turno



Candidata à presidência da República, Marina Silva recebe apoio do senador Pedro Simon
Foto: Roger Pereira/Especial para Terra


Roger Pereira
Direto do Paraná

Após receber o apoio do presidente do PMDB do Rio Grande do Sul, senador Pedro Simon, em Porto Alegre, a candidata do PV à presidência da República, Marina Silva, disse, na noite desta sexta-feira, em Curitiba, que sua candidatura se transformou num projeto suprapartidário e que espera mais adesões para chegar ao segundo turno.

"As pessoas estão querendo discutir propostas, querem coerência, em nenhum momento fui para o discurso fácil. Quando se faz crítica, querem ver a crítica sendo feita com consistência e não apenas com estratégia eleitoral", disse a candidata, defendendo o segundo turno.

"Dissemos que não ia ser um plebiscito, seria um processo político, que não queríamos um embate, queríamos um debate. E a melhor forma de fazer o debate é aprofundá-lo no segundo turno, com tempo igual, em que cada candidato vai poder expor suas opiniões para se comprometer com o Brasil".

Marina disse que, com seu crescimento nas pesquisas, eleitores simpatizantes de sua candidatura, mas que poderiam votar em outro candidato fazendo o chamado "voto útil", já voltaram a considerar o voto no PV. "Agora as pesquisas começam a mostrar o que eu já sentia na rua há muito tempo. Mas continuo afirmando que o que sinto nas ruas é muito mais forte do que as pesquisas conseguem alcançar. Estamos criando uma verdadeira onda verde, que vai para o segundo turno", disse a candidata, que atribui seu crescimento à postura diferente adotada na campanha, sem enfrentamento. "Debatemos propostas, não fomos para o vale-tudo eleitoral e, agora, o Brasil vê em nós uma candidatura viável no segundo turno, com credibilidade para manter as conquistas, corrigir os erros e avançar para novos desafios", declarou.

O diretório do PV no Paraná preparou um "Marinaço" para esta tarde, no centro de Curitiba. Porém, o atraso de três horas da candidata e a chuva que cai sobre a capital paranaense desde o final da tarde, reduziu a agenda da candidata, que apenas concedeu uma rápida entrevista e cumprimentou apoiadores nas escadarias da Universidade Federal do Paraná.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Marina elogia programas de transferência de renda

RECIFE – A candidata do PV, Marina Silva, defendeu nessa segunda-feira (20) em Recife os programas de transferência de renda, especialmente o Bolsa Família. Segundo ela, um dos méritos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi ter proporcionado alternativas, por meio dos programas sociais, para as pessoas que antes não tinham perspectivas de melhoria de qualidade de vida. Marina lembrou que “sentiu na pele” as dificuldades de quem não tem perspectivas por ter sido analfabeta até os 16 anos e trabalhado como doméstica durante parte de sua vida.


“Conheço a realidade do Nordeste de ver e sentir”, disse Marina, lembrando que os pais dela nasceram na região e que acompanha os relatos de dificuldades de quem vive ali. “O que precisa aqui é um investimento sério. Vou manter o Bolsa Família. Quero um programa social que dê oportunidade de manter a qualidade [de vida]”, afirmou.


Marina passou a segunda-feira (20) na capital pernambucana. Durante o dia, ela fez campanha no centro da cidade. A candidata visitou o comércio tradicional de Recife e depois foi ao lançamento do livro sobre a vida dela - Marina, a Vida por uma Causa, da jornalista Marília de Camargo César. À noite, ela participou de um debate promovido pelo Sistema Jornal do Comércio – que reúne duas redes de televisão, oito rádios, um portal na internet e um jornal impresso.


No debate, Marina respondeu a perguntas feitas pelos candidatos do PSDB, José Serra, e do P-SOL, Plínio Sampaio, além de jornalistas. Inicialmente, a proposta era centralizar a discussão em questões do Nordeste. Mas o debate foi ampliado. A candidata do PV defendeu o desenvolvimento sustentável como alternativa para o desenvolvimento econômico do país e a liberdade de imprensa. Também disse apoiar a revitalização do Rio São Francisco.


A candidata do PT, Dilma Rousseff, não participou do debate. O mediador do debate, o jornalista Carlos Nascimento, afirmou que a assessoria da candidata alegou problemas de agenda.
Fonte: DCI

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Em debate, Marina Silva é alvo predileto de Plínio de Arruda



Marina foi chamada de ingênua e transversal pelo candidato socialista Plínio de Arruda Sampaio
Foto: Aldo Carneiro/Futura Press


Marcela Rocha
Ed Ruas
Direto do Recife

Assim como em outros debates, o socialista Plínio de Arruda Sampaio centrou fogo em sua adversária Marina Silva, do PV. "Falou e não disse nada", "transversal", "ela não responde as perguntas", "para ela o mundo é lindo", "ela é a mais conservadora em economia", "ingênua"...

Logo no começo do embate entre a verde e o socialista, Plínio chamou Marina de ingênua. Segundo ele, o Rio São Francisco está "assoreado, não vai poder ter nem a procissão do dia de São Francisco (...) você abandonou Dom Cappio, você manteve o tempo todo uma postura de neutralidade", criticou.

"Você deixou de cumprir o que era querido por todos, para que ele pudesse frear esse projeto, que é nefasto para o povo do Nordeste, para atender a agroindústria única e exclusivamente", completou Plínio. Ante o ataque, Marina respondeu: "você está completamente desinformado. Quando fiz a licença do São Francisco junto com minha equipe, tivemos cuidado para que fosse feita de maneira correta, com respeito ético".

"Marina não foi ao fundo da questão", disse Plínio sobre a resposta da verde sobre saneamento básico. "Para resolver, é preciso R$ 35 bilhões em oito anos...é preciso aumentar os impostos ao capital, se não não haverá dinheiro para resolver esse problema, que não se resolve com boas intenções", acrescentou o socialista. Lideranças da oposição na região estão considerando o debate "uma chatice" e que o candidato Plínio arranca risadas e esquenta a discussão.

Em debate promovido pelo SBT, em Recife (PE), os candidatos à presidência da República discutem uma temática específica colocada pela emissora: o Nordeste. Ausente, a petista Dilma Rousseff foi mencionada apenas por Serra, até então. Aos moldes dos debates nos Estados Unidos, os candidatos puderam responder fora do púlpito.

Fonte: TERRA

domingo, 19 de setembro de 2010

Marina Silva é recebida com música tradicionalista no Acampamento Farroupilha

Candidata visita o Estado neste domingo

Com cerca de duas horas de atraso no horário previsto, a candidata do Partido Verde à Presidência, Marina Silva, chegou ao Acampamento Farroupilha, em Porto Alegre, neste domingo por volta das 11h, onde foi recebida com música tradicionalista. Para receber a presidenciável, gaiteiros tocaram o hino do Rio Grande do Sul e a música Querência Amada.

A candidata passeou pelos piquetes e falou sobre sua campanha:

— Eu tenho certeza que vou para o segundo turno. O Brasil vai ter uma grande surpresa no dia 3 de outubro.

Marina não quis comentar as denúncias de tráfico que influência na Casa Civil, que causaram a demissão da ministra Erenice Guerra na quinta-feira. A candidata limitou-se a dizer que sua campanha é "positiva".

Vegetariana, Marina percorreu o acampamento sem provar o tradicional churrasco e foi almoçar em um restaurante perto do Brique da Redenção.

À tarde, a presidenciável visita uma "Casa de Marina" em Pelotas.

ZEROHORA.COM

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Candidata do PV, Marina Silva, volta a condenar vale-tudo

Néia Rosseti, da agência A Tarde

VITÓRIA DA CONQUISTA (BA) - Ao declarar que sua intenção é discutir o Brasil a partir de debates sobre o que realmente interessa aos brasileiros, a candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva, minimizou os impactos da crise no governo federal por causa das denúncias de tráfico de influência na Casa Civil , que culminaram com a saída da ex-ministra Erenice Guerra . Marina voltou a condenar o que chamou de discurso eleitoreiro e o vale-tudo na política para se ganhar eleição.

- O que tem que ser investigado, que seja, mas por quem de direito, e que apresente respostas à sociedade - disse a candidata do PV, logo após uma chegada tumultuada ao aeroporto de Vitória da Conquista, a 509 km de Salvador, cercada por seguranças particulares a serviço do diretório regional do PV.


Marina disse estar aberta ao "discurso limpo" com todos os candidatos à Presidência:

- Rejeito qualquer tipo de manobra casca de banana - disse novamente Marina. - Penso agora no segundo turno, quando teremos mais tempo para apresentarmos nossas propostas e debatermos de igual para igual.

Recebida por cerca de 500 pessoas, Marina fez uma carreata e um comício, antes de seguir para Salvador.

Leia mais: Marina Silva pede voto para tucanos ao confundir número do PV com o do PSDB

Ouça trecho do discurso em que Marina Silva se confunde
Fonte: O GLOBO

Marina diz que candidatos fazem "reforma do compromisso"

Juliana Prado
Direto de Belo Horizonte

Em sua passagem por Minas Gerais na última quarta-feira (15), a presidenciável do PV, Marina Silva, disse que seus adversários, a cada eleição, só fazem a "reforma do compromisso". "São os mesmos mágicos da política. Eles vêm, se comprometem com as reformas, e depois fazem a reforma do compromisso (de quatro em quatro anos)".

A candidata que, desde o início da campanha defendeu que a disputa não fosse polarizada entre Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) abandonou este discurso. No entanto, a concorrente verde, terceira colocada com cerca de 10% das intenções de voto, afirmou que o eleitor brasileiro não merece "uma decisão açodada de primeiro turno". "Precisamos pensar o Brasil duas vezes. E a forma de pensar duas vezes é indo para o segundo turno".

Para uma plateia de empresários mineiros, a concorrente defendeu o controle da inflação desvinculado da elevação dos juros. À vontade entre os representantes do setor industrial, Marina pregou o corte dos gastos públicos e a limitação destes gastos à metade do crescimento do PIB do país. A autonomia do Banco Central também foi defendida pela presidenciável.

Após um dia inteiro de agenda em Minas, onde também visitou a cidade histórica de Ouro Preto, Marina irá estender sua permanência no Estado. Na manhã desta quinta-feira (16), ela estará em Varginha, na Região Sul, para corpo a corpo e encontro com lideranças do PV. À tarde, o destino é Montes Claros, na Região Norte.

O Estado foi rota de três candidatos no mesmo dia. Enquanto Marina e Plínio de Arruda Sampaio (Psol) peregrinavam em vários eventos na capital mineira e região, Dilma batia cartão de candidata em Varginha. Nesta sexta-feira (17) é a vez do presidente Lula, que participa de comício em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, com o candidato do PMDB ao governo, Hélio Costa.

Fonte: TERRA

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Marina Silva defende segundo turno em função das denúncias por esclarecer


Vinicius Sassine

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, defendeu ontem a necessidade de segundo turno para que haja tempo de os eleitores tomarem conhecimento de eventuais conclusões das investigações em curso. Marina referia-se aos escândalos do vazamento de sigilos fiscais de parentes e tucanos ligados a José Serra (PSDB) e de tráfico de influência dentro da Casa Civil, supostamente comandado pelo filho da ministra-chefe, Erenice Guerra. Sem citar o nome de Dilma Rousseff (PT), Marina ressaltou que a vitória em primeiro turno — como apontam as pesquisas de intenção de voto — pode frustrar os eleitores dias depois, em razão de possíveis descobertas sobre os dois escândalos. “Imagine se for dado um veredicto (no primeiro turno da eleição presidencial) e, 30 dias depois, serem descobertos fatos agravantes?”, questionou a candidata, ao fim da sabatina promovida na manhã de ontem, em Brasília, pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “O presidente Lula concorreu várias vezes e sempre foi para o segundo turno. Estou fazendo verdadeira preleção para ir ao segundo turno, inclusive para melhor esclarecer esses fatos todos”, disse Marina.

A candidata criticou o fenômeno de transferência de votos de Lula para Dilma com base no critério da gratidão. “Não se pode estabelecer a ideia de voto por gratidão. O eleitor é livre para votar em quem acredita, trata-se de uma sucessão”, afirmou. À tarde, Marina visitou a cooperativa de catadores de papel 100 dimensão, no Riacho Fundo. A presidenciável elogiou a organização dos trabalhadores, que mantêm uma brinquedoteca para não levar os filhos para as ruas, onde coletam material reciclável. Durante a agenda em Brasília, a candidata do PV foi recebida no Tribunal de Contas da União, para conhecer ferramentas de combate à corrupção.

Propostas
José Serra participou do encontro com os conselheiros da OAB na segunda-feira. Ontem, foi a vez de Marina e de Plínio de Arruda Sampaio (PSol). Dilma, líder nas pesquisas, decidiu não participar. No formato do encontro, cada um dos candidatos teve uma hora para apresentar propostas e responder aos questionamentos, separadamente.

O candidato do PSol repetiu, na sabatina, o estilo performático apresentado nos debates. Plínio afirmou que se fosse o atual presidente da República demitiria “de Erenice Guerra para baixo”, em referência às acusações de tráfico de influência na Casa Civil, comandada pela titular da pasta. “É um biombo atrás do outro na campanha da Dilma.”

PARA FHC, LULA LIDERA UMA FACÇÃO
Chefe de uma facção. Assim o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso definiu ontem Luiz Inácio Lula da Silva. FHC manifestou a opinião durante entrevista concedida a militantes do PSDB e transmitida pela internet. “Isso extrapola o limite do estado de direito democrático”, disse FHC, em relação à declaração de Lula pregando extirpar o DEM da política. O tucano chegou a citar o ex-ditador italiano Benito Mussolini (1883-1945). “Faltou quem freasse o Mussolini. Alguém tem que parar o Lula.”

Colaborou Josie Jeronimo


Freio nos vazamentos

Gabriel Capriolo

Na tentativa de colocar um ponto final na aparente fragilidade dos sistemas da Receita Federal, evidenciada pelas constantes denúncias de quebra de sigilo e informações fiscais protegidas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou ontem um conjunto de medidas para reforçar a segurança dos acessos ao banco de dados do fisco. Acompanhado pelo secretário, Otacílio Cartaxo, Mantega destacou que será realizada uma ampla revisão dos cadastros dos funcionários para melhorar o sistema que habilita determinados servidores a terem senhas. Uma das mudanças em relação ao mecanismo atual é que passará a ser automática a queda de todas as senhas utilizadas caso o auditor deixe de exercer o cargo atual e passe para outro.

A partir da implementação das novas medidas, qualquer acesso só poderá ser feito de forma justificada previamente pelo funcionário e os motivos da consulta ficarão registrados no acesso. De acordo com o assessor do secretário Carlos Ocaso, todas as consultas trarão uma “marca” de segurança chamada Rescode, que conterá, além da motivação, dados do servidor, horário e terminal utilizado.

O ministro prometeu ainda aumentar a punição aos servidores que cometerem irregularidades. O governo deve editar uma medida provisória que prevê demissão imediata do funcionário que emprestar ou fizer uso indevido de sua senha pessoal de acesso. “Hoje as penas são de suspensão, advertência, ou seja, leves. Agora o funcionário vai pensar duas vezes antes de passar aquela informação por R$ 100, R$ 200 porque vai correr o risco de perder o emprego”, afirmou o ministro.


Reforço

Medias da Receita para evitar novas quebras de sigilo

# Revisão do cadastro de funcionários para a habilitação ao uso de senhas.

# Criação de sistema que invalida senhas de servidores que deixam de exercer cargo para o qual necessitam do acesso.

# Obrigatoriedade de motivação do acesso antes da consulta.

# Registro de motivação em todas as operações, incluindo dados do servidor.

# Permitir que contribuintes peçam “autoblindagem” e renunciem à possibilidade de contadores, assessores ou outros representantes portadores de procuração solicitem informações em seu nome.
Fonte: Correio Braziliense

domingo, 12 de setembro de 2010

Revista afirma que filho de Erenice Guerra cobrou propina; ministra nega

Reportagem da edição deste final de semana da revista"Veja" afirma que o empresário Fábio Baracat, dono da empresa de transporte aéreo Via Net, participou de reuniões com a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, intermediadas pelo filho da ministra, Israel Guerra, dono da consultoria Capital. A finalidade, segundo a publicação, era fechar um contrato de prestação de serviços entre a empresa e os Correios.

Segundo a revista, na negociação, foi cobrada do empresário uma propina de 6% para o fechamento do contrato. De acordo com a publicação, seria destinada a saldar “compromissos políticos". Além da suposta propina, intitulada "taxa de sucesso", assessores da Casa Civil teriam exigido pagamentos mensais, diz o texto.

Em nota divulgada na tarde deste sábado, a ministra afirma que adotará medidas judiciais contra a revista "Veja", que, segundo ela, será acionada por danos morais. Erenice Guerra também diz que pedirá à Justiça direito de resposta.

A ministra afirma na nota que coloca à disposição das autoridades os sigilos fiscal, bancário e telefônico dela e de todos os familiares. "Sinto-me atacada em minha honra pessoal e ultrajada pelas mentiras publicadas sem a menor base em provas ou em sustentação na verdade dos fatos", diz no texto.

A revista "Veja" afirma que o contrato entre a empresa de transporte aéreo e os Correios totalizou R$ 84 milhões e que, com a intermediação, o filho da ministra obteve R$ 5 milhões. Por meio da consultoria Capital, o empresário Baracat também teria conseguido, segundo a publicação, renovar a licença de voo da MTA Linhas Aéreas, mediante o pagamento de R$ 120 mil à empresa do filho da ministra.

De acordo com "Veja", o empresário relata que, em supostos encontros com Erenice Guerra no apartamento funcional da ministra, era obrigado a comparecer sem canetas, relógios, celulares ou qualquer aparelho capaz de gravar as conversas.

Em e-mail enviado à revista, Israel Guerra disse ter apresentado à mãe o empresário Fábio Baracat, mas "na condição de amigo". Ele também afirmou que atuou no "embasamento legal" para a renovação da licença da MTA na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em dezembro. Disse que emitiu notas fiscais e recebeu o pagamento pelo serviço na conta da empresa do irmão.

A revista não informa por qual razão o empresário decidiu denunciar agora o episódio da suposta propina, ocorrido, segundo "Veja", em agosto do ano passado. Os Correios ainda não se manifestaram sobre se a Via Net presta ou prestou serviços à estatal.



Do G1, em Brasília

Em sabatina no GLOBO, Marina Silva responde a perguntas de internautas

RIO - Os internautas participaram ativamente da sabatina realizada nesta quinta-feira, na sede do GLOBO, quando a candidata Marina Silva (PV) foi entrevistada por dez colunistas . Dias antes, os internautas enviaram cerca de 300 perguntas pelo Facebook e pelo Eu-Repórter , nossa seção de jornalismo participativo, - a maioria sobre meio ambiente, alianças partidárias, educação e redução de impostos - questões que também foram levantadas pelos representantes do jornal. Durante o evento, a hashtag #sabatinaoglobo ficou na lista dos Trending Topics Brasil - assuntos mais debatidos no Twitter - e o perfil da cobertura do GLOBO das Eleições 2010 no microblog foi o sexto mais retuitado no país.

"Ótimas perguntas e candidata excelente com boas respostas e visão realista. RT @OGlobo_Eleicoes: Termina a #sabatinaoglobo com Marina Silva", escreveu a usuária @Rocyrillo após o debate.

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Tema recorrente nesta campanha, os planos de Marina Silva para a educação foram perguntados pelo leitor Daniel Vasconcelos. O internauta queria saber em que as propostas da candidata se diferenciam das de seus concorrentes José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). De acordo com a verde, a educação receberia investimentos de 7% do Produto Interno Bruto (PIB), e o governo implantaria o modelo de educação integral, com turnos dentro das salas de aula e outros em que os alunos estariam envolvidos em atividades em suas comunidades, por exemplo.

- A educação integral é a desejável, mas não é possível colocar todo mundo dentro da sala de aula o dia inteiro. A educação precisa ser a alavanca para o desenvolvimento. Vamos investir em centros de excelência que já existem e criar novos - respondeu Marina ao internauta.

Questionada pelo colunista Ilimar Franco sobre as alianças partidárias que teria que fazer para governar, a candidata disse que pretende se aliar aos melhores políticos das legendas que povoam o Congresso Nacional. A dúvida sobre a viabilidade de Marina governar sem o apoio da maioria foi muito freqüente nas perguntas enviadas pelos internautas aos presidenciáveis.

- Os partidos que têm base de sustentação, leque de aliança, nos últimos 16 anos, não fizeram exatamente nada por causa dessas alianças. Quero me juntar aos melhores do PT, PSDB. Enquanto os braceletes deles estiverem algemados pela velha política de 500 anos do fisiologismo, não se fará a reforma - afirmou, para completar que aposta no equilíbrio entre os bons e maus políticos que serão eleitos.

A internauta Hellieck Oliveira perguntou, pela página do Globo no Facebook , quais os planos de Marina para reforçar a fiscalização nas fronteiras, evitando a entrada fácil de armas, drogas e produtos piratas. A resposta veio na proposta de uma integração entre a política de segurança já realizada, que tem bons resultados e merece ser valorizada, na opinião da candidata, e uma ação de proteção ao meio ambiente, que contaria com a ajuda do Exército.

Fonte: O GLOBO

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Na TV, Marina diz que Serra e Dilma são iguais

GUSTAVO URIBE - Agência Estado

A candidata do PV à sucessão presidencial, Marina Silva, adotou na propaganda eleitoral da noite de hoje (9), pela primeira vez, uma atitude mais crítica em relação aos principais adversários. Marina disse que José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) são iguais e acusou PT e PSDB de terem transformado as eleições em um ringue. "Estão tentando fazer dessa eleição um ringue, onde as duas grandes forças que estão aí ficam brigando para se eternizar no poder", criticou, dizendo que ambos defendem um desenvolvimento sem responsabilidade. "O pior é que são iguais", afirmou. "Não entenderam que o Brasil pode perder a oportunidade de se tornar uma liderança mundial do desenvolvimento sustentável."

Dilma, embalada pelo jingle que a coloca como herdeira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - "deixo em tuas mãos o meu povo" -, apresentou realizações do atual governo pelo Brasil e assumiu o compromisso de dar continuidade às iniciativas. A propaganda mostrou imagens da petista em todas as regiões do País, com destaque para obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Algumas obras citadas foram a Via Expressa Baía de Todos os Santos (Bahia), o Parque Eólico de Osório (Rio Grande do Sul) e o Trecho Sul do Rodoanel (São Paulo). A presidencial voltou a prometer, em um eventual novo governo do PT, a criação de 6 mil creches e pré-escolas, a criação de 500 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a construção de 2 milhões de moradias.

O candidato do PSDB, José Serra, repetiu a inserção exibida no início da tarde. Grande parte da propaganda foi usada para criticar a participação do presidente Lula na propaganda de terça-feira (7). Serra disse estar "indignado" com o episódio do vazamento de dados fiscais da filha Verônica Serra e do genro, o empresário Alexandre Bourgeois. O candidato afirmou ainda que o caso está ligado ao PT e condenou o "deboche" do governo no caso. "Ninguém pode achar naturais os abusos que estão ocorrendo nestas eleições", afirmou.

Serra ainda acusou Dilma de se "esconder" atrás da administração federal para evitar dar explicações o sobre as quebras de sigilos na Receita Federal. "Eu não cheguei na vida pública agora, não. Não preciso ficar na sombra de ninguém", criticou. No restante da inserção, o tucano mostrou iniciativas na área de transporte da época em que foi governador de São Paulo.

Os outros candidatos repetiram inserção veiculada no início da tarde. Plínio de Arruda Sampaio, do PSOL, destacou que defenderá a mulher de abusos e agressões. Rui Costa Pimenta, do PCO, disse que a Petrobras é um "símbolo brasileiro contra a espoliação estrangeira". Zé Maria, do PSTU, pregou que os bancos estrangeiros e nacionais controlam o País e defendeu "uma segunda independência", com a estatização das multinacionais.

Eymael, do PSDC, prestou homenagem aos pracinhas da Força Expedicionária Brasileira (FEB) e defendeu melhores salários aos policias. Levy Fidelix, do PRTB, afirmou que "os três ou quatro" candidatos que "pesquisas fajutas" colocam à frente na disputa eleitoral não vão mudar a vida do povo. E Ivan Pinheiro, do PCB, elogiou a Colômbia e criticou a perseguição que seria realizada pelos Estados Unidos contra o país latino-americano.

FONTE: O ESTADÃO