terça-feira, 5 de abril de 2011

Movimento pró-Marina reage a declarações do presidente do PV

Segundo ala marineira, seguidores de José Luiz Penna tratam como "disputa do poder pelo poder" processo de abertura de diálogo

iG São Paulo

A briga nos bastidores do PV entre as alas da ex-presidenciável Marina Silva e o presidente da legenda, José Luiz Penna, ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira.

Foto: AEAmpliar

A ex-senadora Marina Silva artila a reestruturação do PV

Em nota, o Movimento Transição Democrática, ala do partido ligada à ex-ministra do Meio Ambiente, criticou declarações feitas pelo dirigente nacional durante encontro com internautas em que ele ironiza adversários no partido que reivindicam mudanças no comando da sigla.

No encontro, segundo reportagem publicada nesta segunda-feira pelo jornal “Folha de S.Paulo”, Penna ironizou a disputa aberta por aliados de Marina Silva por mudanças na estrutura do partido.

A crise chegou ao ápice quando Penna, que está no comando do partido desde 1999, obteve apoio da maioria dos diretórios do PV para adiar por mais um ano a Convenção Nacional da legenda – o que garantiu a ele mais um ano no comando.

"Entrou no ônibus e já quer ir para a janela, né?", disse o dirigente, no encontro.

A declaração provocou reações no grupo pró-Marina Silva: “Infelizmente, Penna e seus seguidores tratam como uma mera disputa do poder pelo poder aquilo que deveria ser um processo de diálogo, capitaneado pela própria Direção Nacional do partido, que leve o PV a assumir seu protagonismo transformador na política brasileira”, diz a nota assinada pelo movimento marineiro – que tem à frente lideranças como o deputado Alfredo Sirkis (PV-RJ) e Fernando Gabeira.

Segundo a nota dos dirigentes, Marina representa uma ala formada, além dessas lideranças, por outros cem dirigentes partidários, entre os quais sete presidentes de Diretórios Estaduais e oito deputados federais. A prorrogação do mandato de Penna foi apoiada por 29 votos a 16 na Executiva do PV.

“A opinião pública brasileira precisa ser esclarecida de que, ao convidar Marina Silva para se filiar ao PV em 2009, a própria Executiva Nacional, liderada por Penna, havia decidido previamente que o partido teria uma candidatura própria à Presidência da República, renovaria sua carta programática e reveria sua estrutura partidária”, diz a nota.

Em tom desafiador, a ala marineira diz que “se os atuais dirigentes do partido realmente não têm apego a cargos, não há motivos para não atender a demanda de antecipar a convocação da Convenção Nacional”.

“Hoje, tudo indica que a atual direção tenha efetivamente essa maioria. Essa é a beleza da democracia. Cada um ocupa o lugar que é legitimado pelo processo”.

domingo, 3 de abril de 2011

Os sonhos e o tempo particular de Marina

Equacionar ecologia e política — com mais destaque para a preservação da natureza do que para a disputa pelo Palácio do Planalto — será o desafio da cineasta Sandra Werneck ao dirigir a ficção em longa-metragem “Marina e o tempo”. Ainda provisório, o título da cinebiografia de Maria Osmarina Marina Silva Vaz de Lima, já em pré-produção, faz referência a episódios do passado da ex-senadora e ambientalista acreana, candidata à Presidência em 2010. Um passado que envolve alfabetização aos 16 anos, três hepatites, uma parceria profissional com o líder seringueiro Chico Mendes (1944-1988) e o sonho de se tornar a liderança democraticamente eleita do Brasil.

“Na vida de Marina, a noção de tempo é muito louca. Estamos falando de uma mulher que, quando mais jovem, andava de nove a dez horas por dia entre os seringais. Uma mulher crescida numa região onde a notícia da morte do presidente Kennedy só chegou cinco anos depois, numa revista velha”, diz a realizadora de “Pequeno dicionário amoroso” (1997).

Sandra se articula para rodar em maio de 2012 o longa sobre Marina, cuja distribuição foi assegurada pela Downtown Filmes. Codiretora (com Walter Carvalho) do blockbuster “Cazuza — O tempo não para”, visto por 3.082.522 pagantes em 2004, a cineasta diz ter se comprometido com sua biografada a não participar de editais com o projeto, inspirado no livro “Marina, a vida por uma causa”, de Marilia de Camargo Cesar. O orçamento, ainda não definido, pode chegar a R$ 9 milhões por conta das viagens ao Acre.

APOLÍTICO?

“Não quero fazer um filme político. Quero contar uma história de superação, priorizando a trajetória de Marina como mulher e seu envolvimento com questões ecológicas. Revendo meus filmes, percebi que estou sempre contando histórias que apontam para o futuro. Fiz ‘Meninas’, um documentário sobre jovens grávidas de periferia, para mostrar como está nascendo a próxima geração. Falar de ecologia é entender que mundo nossos filhos e nossos netos vão encontrar”, explica Sandra, que espera ter Walter Carvalho como fotógrafo do longa. “Seria um sonho. Tudo vai depender da agenda dele”.

Ficções brasileiras sobre figuras associadas ao poder passaram a ser encaradas com maior cautela pelo mercado cinematográfico nacional após o atribulado desempenho comercial de “Lula, o filho do Brasil” (2010). Rechaçado por uma ala considerável da crítica e por analistas políticos, o longa de Fábio Barreto viu sua ambição resumir-se a uma bilheteria de cerca de 850 mil ingressos vendidos.

Segundo Sandra, Marina tinha um lado reticente acerca do projeto. “Antes, ela não queria se expor. Mas consegui seu apoio integral para o filme, que pode levantar uma reflexão acerca das mudanças do papel da mulher neste país”, diz a cineasta.

Preparada para abrir testes para o elenco em julho deste ano, Sandra ainda não definiu quem vai interpretar Marina.

“Eu já tenho certeza de quem eu quero para o papel de Chico Mendes: Wagner Moura. Em relação ao papel de Marina, ainda existe uma dúvida, embora eu já tenha pensado em uma série de nomes. Por um lado, existe a tentação de trabalhar com uma superatriz e maquiá-la. Por outro, existe a vontade de viver de novo a mesma experiência por que eu e o Walter passamos ao dirigir Daniel de Oliveira em ‘Cazuza’.

Pegamos um jovem ator que não era conhecido, trabalhamos com ele, e Dani virou o que virou: um graaaaaaaande ator”, diz Sandra. “Seria um desafio poder descobrir uma jovem e talentosa atriz, ter um ano para poder ensaiar com ela e transformá-la em uma grande intérprete. E eu costumo ser movida por desafios”. (AG)

Fonte: DIÁRIO DO PARÁ

vida de Marina Silva em filme

Diretora promete um filme tocante.




A diretora Sandra Werneck (“Cazuza – O Tempo Não Para“) comprou os direitos da biografia da ex-candidata a presidência Marina Silva, “Marina: A Vida Por Uma Causa“, e começou os planos para transformá-lo em uma cinebiografia. O livro de Marília de Camargo César conta a história de Marina em um pobre povoado do Acre até a disputa presidencial. Werneck garantiu que contar sua história de forma tocante, porém forte.

Marina Silva, hoje com 53 anos, trabalhou na extração de borracha na juventude e só aprendeu a ler com 16 anos. Ela iniciou sua carreira política ao se juntar ao sindicalista e ecologista Chico Mendes, formou-se em História e exerceu o cargo de senadora do Acre por dezesseis anos. Foi Ministra do Meio Ambiente entre 2003 e 2008, durante o governo Lula e se candidatou a presidência pelo PV em 2010, onde saiu com um quinto dos votos.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Para Marina Silva, postura de Alencar influenciou brasileiros "

"Acredito que todos que acompanharam seu drama foram positivamente influenciados", escreveu a ex-presidenciável

iG São Paulo

A ex-presidenciável Marina Silva (PV) lamentou nesta terça-feira a morte do ex-vice-presidente José Alencar, que, segundo ela, se tornou “exemplo de dignidade e amor à vida” com sua luta contra o câncer.

“A postura dele sempre me impressionou. Acredito que todos que acompanharam seu drama foram positivamente influenciados pela forma como encarou a doença, com tranqüilidade e transparência”.

Em nota, Marina lembrou da época em que esteve à frente do Ministério do Meio Ambiente, quando, segundo ela, sempre contou com “apoio” e “atitude acolhedora” por parte de Alencar.

“Nos momentos em que assumiu a Presidência da República, fazia questão de falar comigo pessoalmente antes de assinar qualquer medida na área ambiental. E foi a partir desta convivência que aprendi que ele era uma pessoa acessível e disposta a ouvir”.

A ex-ministra encerrou a nota manifestou solidariedade à viúva, dona Mariza, e os filhos de Alencar, por quem disse ter “um carinho muito grande”. “Que Deus os sustente neste momento e lhes dê consolo”, escreveu.

Perfil de Marina Silva vence "Oscar" do Twitter por sua atuação nas eleições

Redação Portal IMPRENSA



O perfil no Twitter da ex-senadora Marina Silva (PV-AC) ganhou o prêmioShorty Awards, considerado pelo estadunidense The New York Times como o "Oscar dos twitters".

Com 418.781 seguidores, a ex-candidata à Presidência foi vencedora na categoria "política", que, entre os brasileiros, teve como indicados os perfis da presidente Dilma Rousseff e da Agência Senado, entre outros.

As indicações vieram de internautas e foram analisadas pelos integrantes da Real-Time Academy of Shorty Form Arts & Sciences.

Nascido com o intuito de colocar a então candidata em contato com os internautas, o perfil de Marina contribuiu para que ela angariasse mais de 19 milhões de votos em uma eleição que, no princípio, se mostrava polarizada entre PSDB e PT.

"O Shorty Awards é o reconhecimento desse trabalho coletivo, que envolve a militância socioambiental, os profissionais de suporte e todos os que aportam o seu saber e suas reflexões para a formulação do conteúdo político", afirmou a ex-senadora em nota divulgada por sua assessoria nesta tarde, segundo informa o Link!, do Estadão.

Reprodução
Indicação de Marina ao prêmio

Sandra Werneck dirigirá cinebiografia de Marina Silva

Da Redação


A editora Mundo Cristão anunciou nesta quarta-feira (30/3) que a produtora Cineluz, da cineasta Suzana Werneck (Sonhos Roubados), comprou os direitos da biografia de Marina Silva, intitulada Marina - A Vida Por Uma Causa, e pretende transformar a obra em filme.

O livro biográfico, escrito pela jornalista Marília de Camargo César, conta a vida de Marina, dando destaque para sua infância difícil, seguida de conturbados momentos agravados por doenças e sua posterior dedicação às causas do meio ambiente. Também é abordada sua trajetória política, incluindo a experiência como ministra do Meio Ambiente no governo Lula e sua candidatura à Presidência da República em 2010.

Sandra Werneck possui experiência em cinebiografias, já que em 2004 co-dirigiu o longaCazuza – O Tempo Não Para, ao lado de Walter Carvalho (Budapeste).

Ainda não existe previsão para início da produção ou das filmagens da cinebiografia de Marina Silva.

Fonte: Cineclick
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Twitter de Marina Silva vence "Oscar" do microblog

FOLHA

O Twitter @silva_marina foi o vencedor na categoria "Políticos" da terceira edição anual do Shorty Awards, considerado o Oscar dos Twitters pelo jornal "The New York Times" --que também participa do júri da votação.

Trata-se da única brasileira a ganhar o prêmio que, no ano passado, também coroou o apresentador de telejornal William Bonner e a cantora Ivete Sangalo.

O microblog de Marina Silva surgiu durante a pré-campanha eleitoral de 2010, quando a então senadora se lançou à disputa pela Presidência da República. A candidatura de Marina pelo PV conquistou 19,6 milhões de votos.

Marina tem mais de 418 mil seguidores.

Ao saber da premiação, a ex-presidenciável tomou a iniciativa de agradecer a todos os internautas que votaram no @silva_marina. "Esse gesto é estímulo para ficarmos cada vez mais ligados", disse.

Marina também fez questão de ressaltar que o conteúdo do microblog é "fruto de ação coletiva e não de um indivíduo".

"O Shorty Awards é o reconhecimento desse trabalho coletivo, que envolve a militância socioambiental, os profissionais de suporte e todos os que aportam o seu saber e suas reflexões para a formulação do conteúdo político", afirmou a ex-senadora.


segunda-feira, 28 de março de 2011

Kassab e Marina devem enfrentar dificuldades para alçar voo solo

BERNARDO MELLO FRANCO
DE SÃO PAULO


Em conflito com dirigentes de seus partidos, o prefeito Gilberto Kassab (ex-DEM) e a ex-presidenciável Marina Silva (PV) devem enfrentar dificuldades para alçar voo solo a bordo de novas legendas.

A criação de siglas sob medida para a dupla esbarra em futuros problemas como pouco tempo de TV e limitação de repasses do Fundo Partidário, dividido com base nas últimas eleições.

Ainda que abriguem políticos famosos, os partidos novos são tratados da mesma forma que os nanicos.

Isso significa que Marina poderia ser obrigada a disputar o Planalto em 2014 com menos de um minuto de propaganda na TV --no ano passado, os nanicos se espremeram em 55 segundos cada.

O argumento tem sido citado por "marineiros" contrários à ruptura com o PV.

Kassab, que já formalizou sua saída do DEM, dependeria de alianças com outras siglas para não "sumir" na sucessão do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

A missão vai esbarrar no esforço de tucanos e petistas para montar coligações em torno de seus candidatos.

A verba destinada pela Justiça Eleitoral a cada partido começaria em torno dos R$ 40 mil mensais, como mostrou reportagem publicada ontem na Folha.

Num quadro já congestionado por 27 legendas, a historiadora Marly Motta, do CPDoc da FGV (Fundação Getulio Vargas), vê pouco espaço para o lançamento de "partidos do eu sozinho".

"São aventuras com chance remota de sucesso. A política brasileira está institucionalizada. Num cenário estável como o atual, é muito difícil ser um outsider", avalia.

Kassab já deu o primeiro passo, mas depende da coleta de 490 mil assinaturas para registrar o PSD.

Marina articula a nova sigla como plano B, no caso de não conseguir destituir o presidente José Luiz Penna do comando dos verdes.

TERCEIRA VIA

Apesar das diferenças de perfil, os dois apresentam seus projetos sob o mesmo rótulo de "terceira via" e tentam evitar a personalização de suas plataformas.

Eleito à sombra do ex-governador José Serra (PSDB), o prefeito investiu na ressurreição da sigla histórica de Juscelino Kubitschek para dar uma imagem desenvolvimentista a seu partido.

A estratégia foi frustrada pela família do ex-presidente, que o acusou de usurpar a marca "JK" na internet.

A ex-senadora verde não fala abertamente na criação de uma nova legenda, mas já discutiu o plano em conversas com aliados, que descartam a hipótese de migração para outra sigla já existente.

Ainda sem sigla definida, seu "PV do B" é encampado pelo Movimento Marina Silva, mas ela afirma não ser líder da dissidência verde.

"Não existe essa história de grupo da Marina", disse, na última sexta-feira.

Para Marly Motta, uma possível ruptura provocaria danos tanto à ex-presidenciável quanto à legenda.

"Os dois podem estar se preparando para dar um tiro no pé. O PV depende de Marina, mas ela também se beneficiou da imagem do partido na campanha", avalia.

Kassab, por sua vez, aposta num projeto sem bandeiras ideológicas definidas. O manifesto do novo PSD defende ideias genéricas como o direito à propriedade e a justiça social.

"Ele não é um político carismático como Leonel Brizola, que criou o PDT em torno de seu nome. É uma estratégia bastante arriscada", afirma a historiadora.


Fonte: Folha

domingo, 27 de março de 2011

Marina Silva defende plebiscito para energia nuclear

Reuters/Brasil Online

Por Carmen Munari

SÃO PAULO (Reuters) - A militante ambientalista Marina Silva (PV), sem mandato desde que concorreu às eleições presidenciais do ano passado, defende a realização de uma consulta popular sobre a necessidade de o Brasil utilizar energia nuclear, depois do desastre ocorrido no Japão.

A iniciativa é pessoal e está de acordo com sua posição contrária às usinas, defendida na campanha de 2010, quando recebeu quase 20 milhões de votos e foi responsável por levar a eleição ao segundo turno.

"A realidade é que está todo mundo se reavaliando (o uso da energia nuclear) e o Brasil não tem nada de excepcional que diga que aqui descobrimos a pedra filosofal para o problema nuclear", disse Marina em entrevista à Reuters na sexta-feira.

Em 11 de março, o Japão sofreu um terremoto seguido de tsunami que provocou um acidente radioativo. No Brasil, estão instaladas duas usinas na cidade de Angra dos Reis e está em vias de ter uma Angra 3. O programa prevê aumentar o total com usinas em outras regiões do país.

"Eu defendo que a bancada federal do PV trabalhe a ideia de um plebiscito para entender se a população brasileira quer ou não que o dinheiro do contribuinte seja gasto com uma energia cara e insegura, perigosa para a população do entorno e para o equilíbrio ecológico do país", disse a ex-ministra do Meio Ambiente (2003-2008) do governo Lula.

Marina acredita que os recentes desastres ambientais ocorridos no Brasil, como os deslizamentos na região serrana do Rio de Janeiro em janeiro, conferem sensibilidade suficiente para garantir o engajamento dos brasileiros em um plebiscito.

Para a ex-senadora que trocou o PT pelo PV em 2009, o Brasil tem que revisar o programa nuclear e o protocolo de segurança. "Esta sensação de segurança e controle com essas usinas é uma ilusão", acredita.

O PV não tem exercido nos últimos anos a prática de mobilização em relação a lutas ambientais. Nos deslizamentos do Rio, não se ouviu o PV se manifestar, por exemplo. Na Alemanha, onde os verdes conquistaram amplo espaço, foi realizada uma manifestação com milhares de pessoas logo após o ocorrido no Japão e o governo suspendeu planos sobre usinas.

"Tem que ter cuidado político de não fazer as coisas de forma oportunista, politiqueira e eleitoreira. Eu não gosto. Morre gente e vai lá faz discurso, fatura, faz foto. É uma tragédia humana", argumenta.

Ainda assim, o PV está organizando uma manifestação em Angra dos Reis em 26 de abril, data do aniversário do acidente nuclear de Chernobyl (Ucrânia), na então União Soviética, em 1986, considerado o pior da história.

Marina, que reside em Brasília, esteve em São Paulo para participar de uma mobilização de lideranças do PV que defendem a democratização da legenda, comandada há 12 anos pelo mesmo presidente, José Luiz Penna.

O grupo pretende realizar uma convenção no máximo em agosto, mas foi atropelado pela aprovação da direção nacional, neste mês, da prorrogação do mandato de Penna por mais um ano.

Ela afirmou que as mudanças na estrutura do partido e em seu programa foram uma promessa da atual direção. "Se o presidente Penna dissesse que quem escolhe os dirigentes é o presidente e que isso continuaria eu com certeza não teria entrado no partido."

O grupo, composto também pelo ex-deputado Fernando Gabeira e pelo deputado Alfredo Sirkis, entre outros, tem pressa, uma vez que a nova organização precisaria estar pronta para se preparar para as eleições municipais de 2012.

A ideia é ter candidato próprio em São Paulo, em que já há nomes como Ricardo Young, Fabio Feldmann e Eduardo Jorge.

Questionada se pretende mudar de legenda, ela mostra desagrado e diz que está "tentando mudar o partido... Levei 30 anos para fazer isso (sair do PT) não trate isso como se fosse algo volátil."

Procurado, Penna disse que concorda com a discussão das mudanças, que deveriam ser feitas em um ano. Sobre se acredita que 12 anos é muito para estar à frente da legenda respondeu: "Eu acho, minha família acha."

A ex-senadora não confirma se disputará a eleição presidencial em 2014, mas, para Penna, "Marina tem toda a condição de ser candidata."


Fonte: O GLOBO