domingo, 13 de março de 2011

Regina Casé recebe Marina Silva no Esquenta!

Após folia, programa deste domingo (13) segue em clima de Carnaval

A ex-candidata à presidência da República, Marina Silva, é a convidada de honra de Regina Casé, no Esquenta! (Globo) deste domingo (13).
Ela vai falar sobre preconceitos, desenvolvimento sustentável e contar sua história de conquistas e superações que começou em um seringal do Acre, onde nasceu.

Marina interagiu com a plateia e até pediu a Arlindo Cruz e Leandro Sapucahy que cantassem seu samba favorito.

Pegando carona no tema ambientalista, o grupo Jeito Moleque explicou como funciona seu projeto de plantio de árvores para anular a eliminação de carbono produzido em suas apresentações.

O grupo também vai cantar seus sucessos, alguns deles pedidos por Katiuscia Canoro, Thalita Carauta e Rodrigo Sant’Anna.

O trio vai divertir a plateia e os convidados nos papeis de Lady Kate, Clarete e Admilson, respectivamente, seus personagens do Zorra Total (Globo).

As convidadas do programa anterior, Taís Araújo, Fernanda Abreu, Luiza Brunet e Elza Soares, continuam animando a atração.

Tem também a modelo Ellen Roche, que vai revelar seu sonho de criança de ser médica que acabou sendo realizado no programa SOS Emergência (Globo), quando interpretou uma doutora.

Esquenta! vai ao ar aos domingos, após o Esporte Espetacular,na Globo.

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Fonte: R7

Regina Casé recebe Marina Silva no "Esquenta!"



No “Esquenta!” deste domingo (13), Regina Casé recebe a visita da ex-candidata à presidência da república Marina Silva. Marina fala sobre preconceitos, desenvolvimento sustentável e conta sua história de conquistas e superações, que começou num seringal do Acre, onde nasceu. A ex-candidata interage com a plateia e se sente tão à vontade que pede a Arlindo Cruz e Leandro Sapucahy que cantem seu samba favorito.

Pegando carona no assunto ambientalista, o Jeito Moleque explica como funciona seu projeto de plantio de árvores para anular a eliminação de carbono produzido em suas apresentações. O grupo também apresenta alguns de seus sucessos.

A atriz Thais Araújo, a cantora Fernanda Abreu, a ex-modelo Luiza Brunet e a cantora Elza Soares, convidadas do último programa, continuam a animar a atração de Regina Casé.

Já Katiuscia Canoro, Thalita Carauta e Rodrigo Sant’Anna divertem a plateia e os convidados nos papéis de Lady Kate, Clarete e Admilson, respectivamente, seus personagens no humorístico “Zorra Total”.

Para finalizar, a banda Psirico traz o axé da Bahia com seu sucesso “Mulher Brasileira (Toda Boa)”. Já Ellen Roche, a madrinha do dia, relembra seu sonho de criança de ser médica – que acabou sendo realizado no “SOS Emergência”, quando interpretou uma doutora.

Fonte:UOL

quinta-feira, 10 de março de 2011

Maggi x Marina

DA REDAÇÃO


Ex-candidata a presidente da República, Marina Silva (PV) foi convidada pela Comissão de Meio Ambiente do Senado para debater a reforma do Código Florestal. Ela deve voltar ao plenário após o recesso do carnaval - que, aliás, na citada Casa, é de duas semanas.

Para analistas políticos, o requerimento com o pedido de sua presença no debate mostra que Marina poderá tanto aproveitar a oportunidade para fazer da comissão um palanque como corre o risco de se tornar alvo de seus críticos. O documento é assinado, entre outros senadores, por seu aliado Jorge Viana (PT) e seu adversário Blairo Maggi (PR), que, por sinal, foi apontado por Marina com o maior responsável por sua saída do Ministério do Meio Ambiente, no Governo Lula.

Midia News - Credibilidade em tempo real

quarta-feira, 9 de março de 2011

O encontro dos “serristas” Merval e Mainardi com o cônsul dos EUA



Não havia muitas dúvidas de que Merval Pereira e Diogo Mainardi fizeram de suas colunas (em O Globo e Veja) um espaço aberto a serviço de Serra, durante a campanha de 2010. Mas não se sabia que eles cumpriram também o papel de correia de transmissão entre o serrismo e os EUA.

Por Rodrigo Vianna, no blog Escrevinhador

Textos publicados por Maria Frô e Miguel do Rosário no blog Gonzum mostram as relações estreitas entre os jornalistas e o Consulado dos EUA no Rio. Tudo baseado em telegramas do Wikileaks, repassados com exclusividade a um grupo de blogs (entre os quais se encontra este Escrevinhador).

Aqui, a tradução dos telegramas no blog da Maria Frô:

WikiLeaks
24) CABLEGATE DE HEARNE
246840/ 2/2/2010 19:13/ 10RIODEJANEIRO32/ Consulate Rio De Janeiro/ NCLASSIFIED//FOR OFFICIAL USE ONLY
Excertos dos itens “não classificados/para uso exclusivamente oficial” do telegrama 10RIODEJANEIRO32.

A íntegra do telegrama não está disponível.

ASSUNTO: Idéias sobre possíveis candidatos a vice-presidente para José Serra

RESUMO. 1. (SBU) Observadores políticos e atores do PSDB no país entendem que há possibilidade de candidato do PSDB à presidência (na dianteira, nas pesquisas de intenção de voto) convidar a candidata Marina Silva, do Partido Verde, para sua chapa, como vice-presidente. Embora pareça pouco provável, nesse ponto, que Marina Silva aceite esse papel, muitos creem que, pelo menos, ela apoiará Serra num eventual segundo turno contra a candidata do PT Dilma Rousseff. Apesar de a hipótese Marina não estar descartada, analistas do PSDB veem, como cenário mais provável, que o governador de Minas Gerais, Aecio Neves (PSDB) venha a completar a chapa com Serra, como candidato à vice-presidência, apesar de Neves já ter declarado publicamente que concorrerá ao Senado. Mas, com a vantagem de Serra encolhendo nas pesquisas recentes, ressurge a especulação de que Serra possa renunciar a favor de Neves como candidato do PSDB. Até aqui, Serra é o candidato mais provável, e muitos dos nossos interlocutores declararam que uma chapa Serra-Neves seria o melhor caminho para Serra enfrentar com chances de sucesso os esforços do presidente para traduzir sua popularidade pessoal em votos para Dilma Rousseff, na sucessão. FIM DO RESUMO.

NO RIO, ANALISTAS DISCUTEM ALTERNATIVAS PARA A VICE-PRESIDÊNCIA

2. (SBU) Em almoço privado dia 12 de janeiro, o importante colunista político da revista Veja Diogo Mainardi disse ao cônsul dos EUA no Rio de Janeiro que a recente coluna [de Mainardi] na qual propõe o nome de Marina Silva como vice-presidente na chapa de Serra foi baseada em conversa entre Serra e Mainardi, na qual Serra dissera que Marina Silva seria a “companheira de chapa de seus sonhos”.

Naquela conversa com Mainardi, Serra expôs as mesmas vantagens que, depois, Mainardi listou em sua coluna: a história de vida de Marina e as impecáveis credenciais de militante da esquerda, que contrabalançariam a atração pessoal que Lula exerce sobre os pobres no Brasil, e poriam Dilma Rouseff (PT) em desvantagem na esquerda, ao mesmo tempo em que ajudariam Serra a superar o peso da associação com o governo de Fernando Henrique Cardoso que Dilma espera usar como ponto de lança de ataque em sua campanha. Apesar disso, Mainardi não acredita que Marina associe-se a Serra, porque está interessada em fixar sua própria credibilidade, concorrendo, ela mesma, à presidência. Mas Mainardi disse que crê – como também Serra – que Marina Silva pode bem vir a apoiar Serra num eventual segundo turno contra Dilma.

3. (SBU) Em plano mais realista, Mainardi disse ao cônsul que o governador de Minas Gerais Aecio Neves dissera a Mainardi, no início desse mês, que Neves permanecia “completamente aberto” à possibilidade de concorrer como candidato a vice, na chapa de José Serra. (Nota: Dia 17/12/2009, Neves declarou oficialmente encerrada a discussão sobre sua pré-candidatura à presidência e mostrou interessem em concorrer como vice-presidente [referido em outro telegrama. FIM DA NOTA).

Apesar das declarações públicas de que concorrerá ao Senado, Mainardi disse que Neves planeja esperar um cenário no qual o PSDB, talvez à altura do mês de março, convide Neves para compor a chapa, com vistas a aumentar a chance do partido contra Dilma. As ambições pessoais de Neves e seu desejo, intimamente ligado àquelas ambições, de não atrapalhar o PSDB nas próximas eleições, levariam Neves a compor a chapa, ao lado de Serra – na opinião de Mainardi.

É a mesma opinião de Merval Pereira, colunista do jornal O Globo, o maior do Rio de Janeiro, que se reuniu com o Cônsul dia 21/1. Pereira disse ao cônsul que tivera uma conversa com Neves na véspera, na qual Neves dissera estar “firmemente comprometido” a ajudar Serra fosse como fosse, inclusive como vice-presidente, na mesma chapa.

Na opinião de Merval Pereira, uma chapa Serra-Neves venceria. Pereira disse também acreditar que não só Neves aceitará a vice-presidente de Serra, mas, também, que Marina Silva também apoiaria Serra num eventual segundo turno.
(…)
Fonte: VERMELHO

CONVITE 9º MARÇO É MULHER




Homenagem da CONAQ às mulheres, por Selma Dealdina


Por racismoambiental,

Mulher

Não existe um dia especial, dia da mulher é todo dia.

Aquela Mulher que tem tudo

Mais também aquela que não tem nada

Aquela que é feliz, amada, protegida.

Aquela que é maltratada, espancada, infeliz.

Mulher menina, menina Mulher.

Mulher amedrontada, assustada, esquecida.

Mulher que só encontra forças para chorar

E entre ás lágrimas nasce o mais belo do sorriso

Mulher que sorrir após dar a vida e tê-la em seus braços

Mas é a mesma Mulher que chora após um (a) filho partir

Mulher, experiência única em ser Mulher.

Mulheres de defeitos e qualidades

Mulher de sonho, de paixão, de amor.

Mulher na alma, mulher de coração.

Mulher que afaga que protege

Mulher de gestos simples

Mulher Quilombola

Mulher negra, índia, branca não importa.

Mulher de rosto cansado

Mulheres de mãos firmes, calejadas com a peleja do dia-a-dia.

Mulheres que lutam pelo território, titulação, pela transformação.

Mulher lutando sem medo de ser MULHER.

Mulher que traz no sangue a semente da libertação.

Mulher que gera em seu ventre a vida.

PV de S.Bernardo visa aproveitar 'efeito Marina'

Beto Silva
Do Diário do Grande ABC

O PV de São Bernardo quer aproveitar o ‘efeito Marina Silva'' para obter mais espaço, se fortalecer e ter participação ativa nos rumos administrativos da cidade. Assim, apesar de o prefeito Luiz Marinho (PT) colocar como certa a repetição da coligação que venceu o pleito municipal em 2008, com atuação dos verdes, o petista deve ter dificuldades para concretização a aliança para sua reeleição, no ano que vem.

"Nós apoiamos a gestão, temos esse compromisso. Mas não temos de estar juntos a vida toda. Temos condições de abrir negociação para ver o que é melhor para o partido. E se não tivermos espaço para o tamanho do nosso projeto, quem sabe podemos ter até uma mulher candidata a prefeita", enfatiza a presidente municipal do PV, Vera Motta.

A dirigente cita o desempenho, na cidade, da ex-senadora Marina Silva na candidatura a presidente no ano passado. Na ocasião a verde recebeu 88.799 votos no município, ou 19,91% dos sufrágios válidos. O montante também equivale a 45,5% dos 194.966 votos conquistados por Luiz Marinho no primeiro turno de 2008 e a 58,5% dos apoios recebidos pelo segundo colocado na primeira etapa daquele pleito, Orlando Morando (PSDB).

"Após a eleição presidencial, tivemos um boom de filiação. Crescemos de 30% a 40%. São pessoas que querem construir, uma juventude que não fazia parte da política. É a nossa chance de fazer a diferença", salienta Vera Motta. "Não tínhamos dinheiro, mas usamos a criatividade. Fizemos as Casas de Marina e trabalhamos bem a internet", completa a verde, sobre a performance da presidenciável na cidade.

Apesar de a legenda ter acordo para o mandato 2009-2012 e, inclusive, estar inclusa no governo com a Secretaria de Meio Ambiente (Giba Marson), a presidente faz análise crítica sobre a administração Marinho. "Tem avançado em projetos na periferia, o que é bom. Mas tem muita coisa a se fazer. Os próximos dois anos são de execução", diz Vera Motta. "É preciso investir também em retirada de imóveis de área de proteção ambiental. Mas não participamos das discussões para essas propostas", frisa a vice-presidente do PV, Vera Rotondo.

ORIENTAÇÃO

Outro incentivo para a ambição de crescimento do partido é a orientação das executivas nacional e estadual para lançar candidatura majoritária em municípios com mais de 500 mil habitantes, que é o caso de São Bernardo.

Para ancorar a pretensão, a legenda já está preparando o terreno para enfrentar a corrida pelo Legislativo. Dependendo das mudanças que serão impostas pelo Congresso na campanha, em decorrência da reforma política que está em curso, a sigla pretende fazer de um a três vereadores. "As pessoas que têm trabalhado internamente começam a postular vagas mais vistosas, de mandato, por exemplo. A gente sempre colocou o logotipo do PV à frente do rosto, mas temos de mostrar a nossa cara", explica. Os candidatos serão separados de acordo com a bacia hidrográfica da cidade. "Há rios encanados, sob a terra. Mas eles aparecem quando chove", cutuca Vera Motta.


segunda-feira, 7 de março de 2011

Ser mulher


Gilka Machado

Ser mulher, vir à luz trazendo a alma talhada
para os gozos da vida, a liberdade e o amor,
tentar da glória a etérea e altívola escalada,
na eterna aspiração de um sonho superior...

Ser mulher, desejar outra alma pura e alada
para poder, com ela, o infinito transpor,
sentir a vida triste, insípida, isolada,
buscar um companheiro e encontrar um Senhor...

Ser mulher, calcular todo o infinito curto
para a larga expansão do desejado surto,
no ascenso espiritual aos perfeitos ideais...

Ser mulher, e oh! atroz, tantálica tristeza!
ficar na vida qual uma águia inerte, presa
nos pesados grilhões dos preceitos sociais!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Amazonas tem o segundo maior índice de vitimização negra do Norte

Manaus – O ‘Mapa da Violência 2011: Jovens do Brasil’, relatório produzido pelo Instituto Sangari, apontou que o Amazonas tem o segundo maior índice de mortes entre jovens negros do Norte do Brasil e o nono do País. O estudo faz um ‘raio x’ da violência contra pessoas com idade entre 15 a 29 anos, nos 27 Estados, no período de 1998 e 2008.

Em uma década, o Amazonas registrou um índice de vitimização negra de 290,2 para cada 100 mil habitantes, segundo o levantamento. O índice relaciona a taxa de homicídios de negros e brancos para um determinado número de habitantes. De 1998 e 2008, a taxa de morte entre brancos por 100 mil habitantes foi de 4,3 e de negros foi de 29,5.

O índice de vitimização negra do Amazonas na Região Norte só foi menor que o registrado no Pará, que apresentou índice de assassinatos a negros de 290 a cada 100 mil habitantes, ocupando o 8º lugar no ranking de registros no País. No estado paraense a taxa de assassinatos a negros é de 44,9% para 13,4% de brancos no período de 1998 a 2008.

Depois do Amazonas e Pará, o estados que ficou entre os primeiros com maior taxa de vitimização negra do País foi o Rio Grande do Norte com um índice de assassinatos a negros de 313,4 a cada 100 mil habitantes, ocupando o sétimo lugar, antecedido dos seguintes Estados: Ceará (com um índice de 344,5 e sexto lugar); Distrito Federal (com um índice de 425,1 e quinto lugar); Pernambuco (com um índice de 428,8 e quarto lugar); Bahia (com um índice de 439,8 e terceiro lugar); Alagoas (com um índice de 974,8 e segundo lugar) e em primeiro no ranking ficou a Paraíba com um índice de vitimização negra de 1083,1.

Aumento

O levantamento do Instituto Sangari mostrou, ainda, que o Amazonas teve décimo maior aumento no índice de vitimização negra do Brasil entre 2002 e 2008, com um aumento de 7,6% nos registros de assassinatos a negros. Em 2002, a taxa de mortes de negros foi de 27,4 e 29,5 em 2008 para cada 100 mil habitantes.

Já o índice de vitimização branca reduziu quase pela metade no Estado, entre 2002 e 2008. Em 2002, a taxa de homicídios de brancos foi de 8,3 e 4,3 em 2008, para cada 100 mil habitantes, resultando numa diminuição de 48,19%.

Preocupante

O estudo do Instituto Sangari apontou também que os elevados níveis de vitimização negra em todo País. O indicador, de acordo a entidade, trabalhado a partir do ano 2002, evidencia um forte e “preocupante crescimento” dos registros desde 2002.

A partir deste ano, morriam proporcionalmente 46% mais negros que brancos no Brasil. Esse percentual eleva-se para 67% em 2005 e mais ainda, para 103% em 2008. Dessa, cita o instituto, que morrem proporcionalmente mais do dobro de negros do que brancos.

O estudo revelou também que 68,8% das mortes de toda a população jovem do Amazonas estão ligadas à violência. De acordo com o relatório, 2.784 jovens, entre 15 e 24 anos, morreram no Amazonas entre 1998 e 2008.

O maior número de mortes foi registrado em 2008, com 319 óbitos nessa faixa etária, quase um ao dia, finalizando a década com aumento de 24,6% dos casos.

http://africas.com.br/site/index.php/archives/8560?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+com/ZLVz+(AFRICAS.com.br)

terça-feira, 1 de março de 2011

Marina se choca com lideranças verdes ao tentar “refundar” o PV

Com vistas à reestruturação nacional do PV, a ex-senadora Marina Silva (AC) se reúne nesta terça-feira (1º) com dirigentes da legenda para iniciar a revisão do programa e da estrutura partidária. A ex-senadora e o grupo que migrou com ela para o partido tentam renovar o comando da sigla e ampliar sua participação nas decisões internas.

O encontro será um preparatório para a convenção do PV, prevista para abril, na qual serão definidos os rumos para as próximas eleições e as propostas que serão defendidas pelo partido. As mudanças no programa devem opor pessoas ligadas a Marina a dirigentes que estão no comando do partido há anos.

De um lado, o grupo recém-chegado tenta isolar filiados com perfil fisiológicos e unir a sigla em torno de programas. Como trunfo, os novos filiados tentarão capitalizar o resultado obtido por Marina na disputa presidencial de 2010, quando recebeu quase 20 milhões de votos. De outro lado, antigas lideranças, espalhadas nos diretórios estaduais, resistem a mudanças profundas na estrutura do PV e nos mecanismos de democracia interna.

Marina deve se reunir com o presidente do PV, deputado José Luiz Penna, e o vice-presidente, deputado Alfredo Sirkis. A mudança na legenda pode ser aprofundada ainda mais com a escolha do novo presidente, prevista para ocorrer no meio deste ano. Uma das condições para Marina migrar do PT para o PV, há um ano e meio, foi a possibilidade de refundar o partido e construir uma terceira via programática para tentar quebrar a polarização nacional entre PT e o PSDB.

Em paralelo à reconstrução partidária, Marina tenta consolidar seu próprio caminho político. Sem mandato, a ex-senadora pretende manter-se em evidência com o Instituto Marina Silva, que lançará em breve em Brasília. A entidade promoverá cursos de educação e de mobilização para sustentabilidade.

Da Redação, com informações do Valor Econômico

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

“Oscar” do Twitter tem brasileiros entre os finalistas

Vencedores serão anunciados em março durante cerimônia nos Estados Unidos

A organização do terceiro concurso internacional Shorty Awards, conhecido como o “Oscar” do Twitter anunciou nesta terça-feira (15) os perfis finalistas em 30 categorias.
O Brasil é representado em várias categorias, como tecnologia, moda, política, notícias e design. Os finalistas foram escolhidos por meio de votação popular no próprio Twitter. O usuário tinha de indicar o perfil, a categoria e justificar seu voto. No total, foram 750.000 indicações.
Qualquer pessoa pode comprar ingressos pela internet para assistir à cerimônia no local do evento.Os vencedores serão escolhidos por jurados da organização do prêmio e anunciados em uma cerimônia que acontece no dia 28 de março, no ginásio TimesCenter, em Nova York, Estados Unidos.
Entre os brasileiros selecionados para a final estão a jornalista e blogueira do R7, Rosana Hermann, na categoria tecnologia, a cantora Ivete Sangalo, em moda, o jornalista William Bonner, em jornalista, o cantor Falcão, em design, a ex-senadora Marina Silva, no grupo sobre política, entre outros.
Astros como os cantores Justin Bieber, Jonas Brothers e Britney Spears também participam da disputa.
Na edição do ano passado, Ivete Sangalo e William Bonner ganharam o prêmio.


Fonte: R7 Notícias

Vida de Marina Silva pode virar filme

Foi noticiado no dia de ontem que a vida da ex-presidenciável Marina Silva pode ir parar nas telonas. O projeto é da cineasta Sandra Werneck (que produziu “Cazuza” e “Sonhos Roubados”), que já está conversando com a ex-senadora sobre o longa.O filme seria baseado na biografia “Marina – A Vida Por Uma Causa” que conta a história da líder política, com destaque para os seus problemas de saúde, seus desafetos e sua alfabetização tardia.

Fonte: Folha - Gospelprime


- Foto: Divulgação

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Em visita a Manaus, Marina Silva defende reforma política democrática no País

Vanessa Brito - portalamazonia@redeamazonica.com.br
MANAUS- Em visita a Manaus nesta terça-feira (22), a ex-senadora Marina Silva (PV) participou de mesa-redonda realizada na livraria Valer, para discutir temas relacionados a política, meio ambiente e administração pública. Na ocasião, a ex-candidata a Presidência da República agradeceu os mais de 20 milhões de votos conquistados na campanha e defendeu um projeto de reforma política no Brasil. Marina afirmou que o País avançou em vários aspectos, como educação e saúde, mas ainda sofre com o retrocesso partidário devido à permanência de “velhos” políticos no Poder. “O Brasil conseguiu avançar socialmente. Entretanto, o atraso na política pode levar ao retrocesso do que já foi conquistado”, alertou. Entre os avanços, ela citou a instituição da Lei da Ficha Limpa, que começou a ser aplicada no ano passado, determinando a inelegibilidade de políticos condenados em decisão colegiada, seja em ação criminais ou cível.A ex-presidenciável apoiou ainda a instituição de candidaturas avulsas em período eleitoral. Para ela, é importante apoiar a motivação de pessoas que não têm nenhuma afinidade com interesses partidários. “É necessário lutar por uma nova ideologia política que não fique restrita à Academia. Seja um esforço dos mais diferentes segmentos da sociedade”, afirmou. Ela ainda criticou os políticos que usam a ética como bandeira de campanha. “Não adianta ter o discurso da ética e não ter a prática da ética”, ponderou.Marina Silva também criticou o discurso pelo apelo ao desenvolvimento sustentável. Para ela, é preciso educar e mobilizar a população para discutir políticas voltadas a questões ambientais. “O crescimento do País ainda acontece em velhas bases, no desenvolvimento pelo desenvolvimento”, declarou. A ex-senadora ainda respondeu a perguntas sobre previdência social, reforma agrária e políticas educacionais de formação continuada. Ela anunciou ainda a criação do Instituto Marina Silva, para apoiar iniciativas populares e movimentos sociais. "Meu nome é meu único capital”, destacou. O encontro realizado na livraria Valer também contou com a presença de membros da executiva regional do Partido Verde, do Movimento Marina Silva e do poeta Thiago de Mello. “Com Marina, construiremos um novo Brasil. Um Brasil justo, ético, limpo”, disse ele.Quer saber mais notícias? Siga o Portal Amazônia pelo twitter.
Fonte: Portal Amazônia

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Mérito e Privilégio

Por racismoambiental,
Carlos Hotta
Um dos argumentos contra o uso de cotas nos exames de ingresso para Universidade é o de que as cotas vão contra o princípio da meritocracia. A meritocracia tem muitos defensores na Universidade. A lógica é simples: dá-se mais aos que merecem mais. Se você tem mais méritos acadêmicos, você merece cargos melhores, salários maiores, espaços melhores. No caso das cotas, só mereceria entrar na Universidade quem teve as melhores notas. A meritocracia é um conceito atraente pois apela ao nosso senso de justiça. O problema é que não podemos falar de meritocracia na Universidade brasileira pois a meritocracia pressupõe que condições iguais foram dadas a todos os que participam da “competição”. E isso não é verdade.
Muitos podem argumentar que os alunos entram na Universidade em branco e que os que se destacam se destacam apenas por méritos. Isso também não é verdade. Vou usar a minha vida como exemplo para evitar injustiças. Eu sempre estudei nas melhores escolas particulares de São Paulo. Quando tive dificuldades na escola, minha mãe me inscreveu em um curso de inglês, que cursei por 6 anos. Tive oportunidade de sair do país um punhado de vezes e sempre tive os livros que quis. Tudo isso me deixou em um patamar à frente de muitos colegas quando entrei na faculdade. Enquanto eles se estapeavam por livros traduzidos na biblioteca, eu ia direto à fonte porque meu inglês era razoavelmente bom.
Enquanto colegas ficavam 3 a 4 horas presos em ônibus, eu podia usar este tempo na biblioteca porque tinha um carro. Enquanto meus colegas sofriam em entender física, química e matemática (somos biólogos, afinal), eu passava fácil nestes cursos por causa da minha formação sólida no Ensino Médio. Enquanto meus colegas sofriam aprendendo Word, Excel, etc. (éramos de uma turma pré-informática), eu já sabia usar estas ferramentas porque tinha computadores em casa desde pequeno. Todas estas vantagens, e foram vantagens gigantescas, foram adquiridas sem uma gota de mérito meu, só por privilégio. Portanto, se tive um desempenho melhor do que muitos colegas, é justo dizer que foi só por mérito?
Isso porque não estou considerando o que os meus privilégios e meus méritos me deram de vantagem ao entrar na USP (e isso seria igual em qualquer Universidade Pública): quantos tiveram acesso a bibliotecas com os melhores livros e periódicos, acesso à banda larga quando a Internet era desconhecida, acesso aos melhores equipamentos, melhores laboratórios, melhores oportunidades?
O pior é que é um ciclo vicioso: meus privilégios amplificam meus méritos que me abrem mais privilégios que me possibilitam mais méritos e assim por diante. E o abismo em relação a muitos colegas só aumenta. O problema é que muitos só enxergam a parte do mérito, como se eu fosse igual aos meus colegas quando entrei. Não era, eu era um dos mais privilegiados.
Voltando às cotas, quando usamos o argumento da meritocracia contra esta política estamos nos focando nos méritos e nos esquecendo dos privilégios. A média dos privilégios dos que entram na Universidade pelo processo seletivo sem cotas é muito maior do que a média dos privilégios dos que entram por cotas. É justo falarmos em meritocracia? Estatisticamente falando, cada privilégio – escola particular, viagem ao exterior, escola de língua, etc. – dá uma vantagem maior no exame de ingresso, será que as cotas não ajudam a equalizar um pouco esta diferença de privilégios? Muitas vezes ser cotista é o único privilégio que um vestibulando teve em toda sua vida contra vestibulandos que foram privilegiados em cada aspecto de suas vidas! Será que a existência das cotas não estão permitindo uma real meritocracia? Obviamente as cotas não resolvem os problemas da disparidade de privilégio e muitas outras políticas são necessárias (cursos para recuperação da defasagem, bolsas, cursos de idiomas gratuitos, etc.), o que talvez explique porque algumas Universidades detectem diferenças negativas entre alunos cotistas e os demais e outras não detectem diferenças ou até detectem diferenças positivas.
O que quero dizer, enfim, é que as disparidades econômicas em nosso país são tão grandes que é até ridículo falar em meritocracia nos exames de ingresso à Universidade. Sem contar que a disputa nestes exames é tão acirrada que uma diferença de 10, 15, 20% nas notas não reflete de forma alguma na capacidade destes alunos de se tornaremm bons profissionais. Ainda mais porque nem todas as habilidades (arriscaria em dizer quase nenhuma) determinantes para se tornar um bom profissional são medidas pelos exames de ingresso! Portanto, agradeço quando falam de meus méritos para exaltar as minhas conquistas mas, de forma alguma, se esqueçam de meus privilégios e de como eles deixaram a minha trajetória muito mas muito mais fácil do que para muitos.
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